Velocidade no andar e força no aperto de mão podem advertir riscos de derrame

A velocidade na qual os indivíduos caminham e a força do aperto de mão podem advertir as chances de sofrer um derrame ou problemas…

Por Editorial MDT em 21/02/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

A velocidade na qual os indivíduos caminham e a força do aperto de mão podem advertir as chances de sofrer um derrame ou problemas de memória. De acordo com uma pesquisa, passar a andar mais lentamente pode expressar um risco 1,5 vezes maior de desenvolver problemas de memória. Já quem conservam o passo ao longo dos anos, podem apresentar 42% menos chances de sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral). A pesquisa será apresentada durante o Encontro Anual da Academia Americana de Neurologia, em abril.

No estudo, os especialistas avaliaram 2.400 pessoas, com idade média de 62 anos. Nenhum dos voluntários havia apresentado AVC ou decadência mental no início da análise.  Foi avaliado a força do aperto de mão e a velocidade de caminhar, além da efetivação de análises no cérebro e testes de memória.

Durante um intervalo de onze anos de acompanhamento, 79 participantes sofreram derrame ou AVC isquêmico. Outros 35 desenvolveram demência.

Resultados

Observou-se, então, que o risco para problemas de memória era 1,5 vezes maior entre os participantes que passaram a caminhar mais lentamente ao longo dos anos. O andar mais devagar ainda foi associado a um menor tamanho na massa cerebral e com baixo desempenho em análises de memória, linguagem e de tomada de decisão.

Os participantes com mais de 65 anos apresentaram os mais intensos apertos de mão e tiveram 42% menos riscos de um derrame ou AVC isquêmico. A mesma decorrência, todavia, não foi notada com os indivíduos com menos de 65 anos. O aperto de mão mais intenso foi ainda associado com um maior volume na massa cerebral.

“Enquanto fragilidade e baixa performance física em idosos foram associados com um aumento nos riscos de demência, não temos certeza do quanto isso chega a impactar pessoas nessa idade”, diz Erica Camargo, neurologista do Boston Medical Center, em Boston, e coordenadora da pesquisa. Em termos médicos, diminuições na força do aperto de mão e na velocidade do andar podem advertir que é necessário realizar análises adicionais para examinar a função cerebral.

De acordo com os autores, é necessário que pesquisas complementares sejam feitas, para desenvolver melhor a concepção de como ocorre a diminuição na velocidade do andar e na intensidade do aperto de mão.

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