Tratamento com célula-tronco prolongou vida de roedores com lesões neurais

Um tratamento que emprega células-tronco desenvolvidas de cordão umbilical humano pode prolongar a vida de roedores com esclerose lateral amiotrófica (ELA). É o que…

Por Editorial MDT em 24/02/2012

Imagem (Foto Divulgação)

Um tratamento que emprega células-tronco desenvolvidas de cordão umbilical humano pode prolongar a vida de roedores com esclerose lateral amiotrófica (ELA). É o que revela uma pesquisa divulgada na revista científica PLoS One. A pesquisa, contou com a participação da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP). 

Na análise foram usados roedores transgênicos. Os animais transportavam um gene humano defeituoso que ocasionava a doença. Na verdade, o gene acarreta somente 5% das ocorrências da doença em humanos. Até o momento não existe explicação para os demais. 

Com 13 semanas, o roedor começa a apresentar sinais de paralisia. O quadro se desenvolve de forma inabalável até a 17ª semana, quando o animal morre. Os especialistas usaram cerca de 120 cobaias na avaliação, divididos em quatro grupos. O primeiro recebeu somente aplicações de soro fisiológico. Os demais receberam células-tronco desenvolvidas, extraídas do cordão umbilical humano. Para evitar rejeição, os pesquisadores conduziram ainda um imunossupressor. 

O segundo e o terceiro grupos foram tratados após o surgimento da doença, na 13 ª semana – um deles com uma porção baixa de células e outro com porção alta. O quarto e último grupo foi tratado na 9ª semana – portanto, antes do surgimento da doença -, com uma porção de poucas células.  Além disso, os roedores realizaram testes de coordenação motora e força. Os pesquisadores notaram que, a qualidade e o tempo de vida dos animais que receberam as células aumentou expressivamente, de modo específico dos grupos tratados antes do surgimento da doença ou com um grande número de células. Diversos alcançaram a 22 semanas de vida.

“É um ganho grande em camundongos, embora eles não tenham sido curados”, afirma Maria Carolina de Oliveira Rodrigues, médica transplantadora do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP).

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