Titanic corre o risco de desaparecer em 30 anos

Depois de percorrer o mar por quatro dias na sua viagem de inauguração, o Titanic colidiu com um iceberg e afundou. Ele levava 2.240…

Por Isabella Moretti em 13/04/2012

Bactérias podem causar o desaparecimento do Titanic.

Depois de percorrer o mar por quatro dias na sua viagem de inauguração, o Titanic colidiu com um iceberg e afundou. Ele levava 2.240 pessoas a bordo e o naufrágio resultou em 1.523 vítimas fatais. Atualmente, os restos no navio estão situados a 3,8 mil metros de profundidade no Atlântico Norte.

Um século após da catástrofe marítima, o passado trágico do Titanic é resgatado através de exposições e outros eventos. Enquanto isso, a ciência também estuda a atual situação dos destroços acumulados nas profundezas de águas internacionais.

O naufrágio do Titanic está completando 100 anos em 2012, mas a situação do navio no fundo do Oceano Atlântico não é das melhores. De acordo com os estudos da cientista Henrietta Mann, os restos do Titanic correm o risco de desaparecer nos próximos 30 anos.

Segundo a pesquisa, as bactérias estão devorando o casco do navio que afundou no início do século XX. Os primeiros micro-organismos foram criados a partir da diatomácea na “neve marinha” ou da sujeira na superfície, originando uma cobertura muito parecida com esponja.

Henrietta Mann, responsável pela pesquisa.

Ao examinar as amostras do navio coletadas em 1991, Henrietta Mann descobriu que na verdade os restos de ferro retorcido e enferrujado não sofrem apenas com o processo químico de oxidação, mas sim com a existência das bactérias. Como o Titanic é composto por 50 mil toneladas de aço, ele é capaz de servir de alimento para bilhões de micro-organismos, que continuam se multiplicando com o passar do tempo.

Entre todas as espécies de bactérias encontradas no Titanic, houve uma que nunca tinha sido vista antes e recebeu o nome de Halomonas titanicaem, em homenagem ao navio.

O estudo mostrou que os destroços estão sendo danificados com o passar do tempo, algo que pode ser notado através da comparação de fotos atuais com as de antigamente. As bactérias estão se alimentando do material de forma muito rápida e causando a desintegração do que restou do navio. Estima-se ainda que, dentro de 20 ou 30 anos, o Titanic vai se transformar em um monte de óxido.

Na opinião de Henrietta Mann, a ação das bactérias possui um lado positivo e outro negativo. Ela acredita que o desaparecimento dos destroços será uma perda de patrimônio para a humanidade, logo agora que os restos do navio estão recebendo a proteção da UNESCO. Por outro lado, o fato do Titanic estar sendo devorado por bactérias mostra que não haverá acúmulo de lixo no mar.

Se o Titanic desaparecer, a humanidade vai perder o seu mais novo patrimônio.

 

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