Pesquisa destaca erros em estudo que associou terapia de reposição hormonal ao câncer

Uma pesquisa interessante que constituiu conexões entre o tratamento de reposição hormonal (TRH) para mulheres na menopausa e o surgimento maior de câncer de…

Imagem: (Foto Divulgação)

Uma pesquisa interessante que constituiu conexões entre o tratamento de reposição hormonal (TRH) para mulheres na menopausa e o surgimento maior de câncer de mama está cheia de erros, de acordo com Journal of Family Planning and Reproductive Health. Segundo o levantamento, a pesquisa possui tantos erros que não seria plausível ter chegado a uma terminação segura.

A pesquisa chamada Estudo Um Milhão de Mulheres foi fundamentado em questionários respondidos por mais de um milhão de mulheres nas pós-menopausas na Grã-Bretanha, a pesquisa instituiu que a TRH somava o risco de surgimento de câncer de mama.

Suas conclusões acarretaram uma onda de agonia e muita agitação entre institutos reguladores, especialistas e mulheres que utilizam o tratamento. A TRH incide no uso de hormônios femininos progesterona, para atenuar os sintomas da menopausa.

Riscos superestimados

Alterações no estudo original apuraram os dados sobre os riscos da terapia. De acordo com o levantamento, há um risco de 30% maior de câncer em mulheres que fazem uso particular do estrogênio e 60% entre as que usam a terapia de estrogênio e progesterona em relação  aquelas que não usam os medicamentos.

O risco aumenta de acordo com o tempo em que a mulher faz uso de tratamento hormonal, mas cai para o nível normal no intervalo de cinco anos depois de sua interrupção, de acordo com o levantamento. Porém, a estimativa do jornal destaca que o desempenho da pesquisa possui inúmeras falhas.

“A TRH pode ou não aumentar o risco de câncer de mama, mas a MWS não estabeleceu que, de fato, o faça”, determinou, secamente, o artigo.

O jornal assinala uma detecção tendenciosa por meio da seleção das participantes: as mulheres integravam um programa de check-up das mamas quando foram chamadas para participar da análise. Por esta razão, elas já teriam a informação sobre nódulos mamários ou lesões  associadas ao câncer de mama.

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Como decorrência, a terapia descobriu um número 40% maior de câncer de mama entre as participantes, autônomo de ter realizado ou não o uso da TRH, em relação com a população em geral.

A análise ainda destacou que os tumores de mama geralmente levam vários anos para se desenvolver. Deste modo, seria biologicamente difícil que tantos casos tenham surgido no intervalo de um ou dois anos em que as mulheres participaram da pesquisa.

 “O nome ‘Estudo Um Milhão de Mulheres’ sugere uma autoridade, além da crítica ou refutação”, afirmam os autores, chefiados por Samuel Shapiro, professor de saúde pública da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul.

Resposta

Os autores da pesquisa responderam as críticas, através de e-mail. Eles disseram que mais de 20 pesquisas rebateram suas descobertas, e que uma decadência no uso de TRH induziu uma queda nos casos de câncer de mama.

“Cânceres sensíveis a hormônios ainda são três vezes mais comuns em usuárias de TRH do que em ex-usuárias ou não usuárias do tratamento”, disse Richard Peto, professor de estatística e epidemiologia da Universidade de Oxford.

“A densidade dos seios, o álcool e a obesidade, e não apenas a TRH, agora emergem como fatores de risco que devem ser levados em conta, e não apenas a TRH”, diz Anne Gombel, professora francesa e membro da Sociedade Internacional da Menopausa. “A TRH não traz os mesmos riscos e benefícios para todas as mulheres. Algumas terão riscos aumentados, outras terão só benefícios, e isto também se aplica ao câncer de mama.”

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