Os Riscos dos Remédios para Emagrecer

Os riscos dos remédios para emagrecer são inúmeros, por isso é sempre mais apropriado perder peso com uma alimentação balanceada e exercícios físicos. Os…

Por Redacao em 16/06/2016

Os riscos dos remédios para emagrecer são inúmeros, por isso é sempre mais apropriado perder peso com uma alimentação balanceada e exercícios físicos. Os medicamentos emagrecedores agem no organismo com a intenção de reduzir o apetite e acelerar a queima de calorias, mas também pode desencadear uma série de efeitos colaterais ao longo do processo de emagrecimento.

Os Riscos dos Remédios para Emagrecer. (Foto: Divulgação)

Muitas pessoas não medem esforços para emagrecer, colocando até mesmo sua saúde em risco. A procura de remédios para perder peso aumentou muito no Brasil, assim como seu uso. De acordo com o relatório divulgado pela Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), órgão das Nações Unidas, as pessoas tem consumidos cada vez mais esses tipos de remédios, correndo sérios riscos devido aos efeitos colaterais que podem ser causados.

Muitos acabam se preocupando tanto com a aparência, com a estética, com os padrões de beleza que são impostos e não percebem os perigos que podem ser causados pelo uso desses remédios.

Os Riscos dos Remédios para Emagrecer

Remédio para emagrecer causa dependência. (Foto: Divulgação)

Cada tipo de medicação contra a obesidade tem uma reação no organismo. Os riscos dos remédios para emagrecer também podem variar conforme o metabolismo de cada indivíduo. As drogas podem causar:

Dependência

Os medicamentos para emagrecer podem causar dependência física e psicológica, principalmente quando são consumidos por muito tempo.

Efeitos colaterais intensos

O grupo dos remédios anorexígenos, também conhecidos como inibidores de apetite, costumam causar irritabilidade, tremores, insônia ou sonolência, aumento da pressão arterial e aumento da frequência cardíaca. Entre os medicamentos que pertencem a esse grupo, vale destacar: anfepramona, femproporex e mazindol.

Os efeitos colaterais também são intensos. (Foto: Divulgação)

Os medicamentos classificados como sacietógenos, que provocam a sensação de saciedade, apresentam efeitos colaterais mais leves do que o primeiro grupo. Eles podem causar insônia, boca seca, tontura, enjoo, irritação e aceleração dos batimentos cardíacos. A subutramina, tão popular entre os brasileiros, se enquadra nesse grupo.

Os remédios que inibem a absorção de gordura também têm efeitos colaterais. A pessoa pode sofrer com diarreia de fezes pastosas ou líquidas, principalmente quando o consumo de alimentos gordurosos é exagerado.

O uso desenfreado de remédio para emagrecer

Os profissionais da área dizem que, um dos principais fatores para essa situação está na atitude dos médicos. Justifica-se: a receita de anorexígenos acontece frequentemente a pedido do paciente; se não houvesse a demanda, a prescrição não existiria. Além disso, esses medicamentos não tem resolvido o problema, que seria em relação a perda de peso e a situação está fugindo do controle.

Segundo o presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), muitas pessoas que utilizam anfetaminas não são obesas, mas apresentam algum problema relacionado à estética. De acordo com ele, são pessoas que pesam 55kg, por exemplo, e tomam esses remédios para perder cerca de 2 quilos. Estando essas pessoas sujeitas a sofrerem mais com os efeitos colaterais.

Muitas pessoas tomam remédio para emagrecer sem nem ao menos sofrer com obesidade. (Foto: Divulgação)

Para tratar a obesidade é necessário um trabalho progressivo, aos poucos para que seja eficaz. Utilizar medicamentos querendo resultados cada vez mais rápidos para chegar ao emagrecimento pode resultar em outros problemas e comprometer a solução para o aumento de peso.

Para um bom resultado é necessário o acompanhamento de um profissional especializado, respeitando o quadro do paciente e o uso determinado na indicação.

A Jife enfatiza a importância de uma posição do governo no controle desses medicamentos. Segundo a Junta, a tendência de consumo dessas substâncias deve ser vigiada, identificando possíveis exageros para que seja feito um controle dos canais internos de distribuição.

Deve-se dá atenção também aos medicamentos que são vendidos ilegalmente pela Internet. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão responsável pela fiscalização dos medicamentos, disse que estabeleceu um convênio com a Polícia Federal para localizar e fechar os sites que fazem esse tipo de comércio.

No entanto, ter consciência dos problemas que esses remédios podem causar, serve para fazer as pessoas mudarem de atitudes em relação ao uso e abuso desses medicamentos, procurando formas mais saudáveis de melhorar não somente a aparência, mas também a saúde.

Os riscos dos remédios para emagrecer existem e você pode evitá0los. Fuja das soluções milagrosas para perder peso e prefira adotar hábitos mais saudáveis, como dieta e atividade física.

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