Oferta de medicamentos aumenta o número de indivíduos vivendo com o vírus da Aids

Segundo um relatório publicado pelo programa da ONU, para o combate à doença (Unaids), nesta segunda-feira (21), nunca houve tantas pessoas vivendo com o…

(Imagem: Foto divulgação)

Segundo um relatório publicado pelo programa da ONU, para o combate à doença (Unaids), nesta segunda-feira (21), nunca houve tantas pessoas vivendo com o vírus da AIDS, devido à ampla oferta de medicamentos, os quais mantêm os pacientes vivos e com boa saúde por muitos anos.

Segundo o diretor da agência, Michel Sidibe, 2010 foi o ano da luta contra o vírus HIV. O número de mortes pela AIDS, que chegou a ser de 2,2 milhões de indivíduos há dez anos,  caiu para 1,8 milhões ano passado.

De acordo com a Unaids, desde 1995 cerca de 2,5 milhões de mortes foram poupadas em países de baixa e média renda, graças a comercialização de novas drogas.

“Nunca havíamos tido um ano com tanta ciência, tanta liderança e tantos resultados”, disse Sidibe por telefone à Reuters. “Mesmo nesta época de crises nas finanças públicas e incertezas sobre verbas, estamos vendo resultados. Estamos vendo  países, mais do que nunca, “alcançando” reduções significativas em novas infecções e estabilizando sua epidemia.”

Desde o começo da pandemia da AIDS, na década 80, mais de 60 milhões de indivíduos já foram infectados pelo vírus do HIV, o qual origina a Aids. A ingestão de quantidades significativas de drogas consegue controlar o vírus, durante vários anos, porém, não há cura nem vacina para a prevenção.

Segundo o balanço, a quantia de soropositivos no mundo aumentou de 33,3 para 34 milhões de indivíduos entre 2009 e 2010. Dos 14,2 milhões de indivíduos que necessitariam estar em tratamento nos países de baixa e média renda, 6,6 milhões estão recebendo o medicamento. Em 11 países subdesenvolvidos, o ingresso ao tratamento já é unânime.

Além disso, a Unaids divulgou que o maior acesso ao remédio também está resultando em uma menor percentual de contaminações. Vários estudos já marcavam que a oferta mais difundida dos tratamentos deveria abater a proliferação do vírus.

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