segunda-feira, 15 de agosto de 2022 - 15/08/2022 13:06:05
MundodasTribos


A marca Johnnie Walker, propriedade da multinacional inglesa Diageo , hoje considerado o uísque que mais vende no mundo, abriu recentemente um processo administrativo contra a cachaça mineira João Andante.

Apesar das diferenças entre os produtos, a Diageo afirma que a marca da cachaça artesanal não passa de um plágio, uma vez que Johnnie Walker pode ser traduzido literalmente como João andarilho, ou andante, e os logotipos de ambas representam um homem andando, embora o rótulo da inglesa represente um legítimo Lord Inglês de cartola, fraque e bengala, enquanto o da mineira representa um homem esfarrapado, barbudo, com um pedaço de palha na boca, carregando uma trouxa no ombro, um verdadeiro jeca, caipira ou capial, de acordo com o regionalismo mineiro.

O que este artigo aborda:

Conhecendo o caso

A cachaça João Andante nasceu no ano de 2003, criada por quatro jovens que estavam encerrando o ensino médio e viam a produção artesanal através de um alambique caseiro um hobby e não exatamente  um negócio empresarial. Os quatro donos na cachaçaria mantém suas próprias profissões, mas acabaram sendo surpreendidos quando em 2011 a multinacional, dona da maior marca de uísque em volume de vendas, decidiu abrir um processo administrativo contra sua marca.

Até o início do processo, a cachaça João Andante vendia em média 200 garrafas por mês a um custo de R$40,00 por unidade, isso contando com indicações e compras pela internet. Após a instauração do processo, apresentado ao Instituto Nacional de Produção Industrial do Brasil (INPI) no mês de novembro do último ano, a venda cresceu de 200 para cerca de 4 mil garrafas mensais, elevando a receita potencial da empresa de R$ 96,00, vistos em 2011, para cerca de 2 milhões.

Andamento do processo

O processo segue sem data prevista para uma decisão do INPI, porém a empresa inglesa afirma, através de seus advogados que, embora hajam diferenças visíveis quanto as duas marcas, o plagio consistiria em uma  tentativa de relacionar a marca a “um primo do interior de Johnnie Walker, que imigrou para o Brasil durante a I Guerra, e que resolveu fabricar cachaça ao invés de uísque.”

Em declaração oficial dada através de seus advogados, os mineiros afirmaram que sua cachaça nada tem haver com a inglesa, nem mesmo em inspiração e que o Walker da marca inglesa não significa andante, mas sim um sobrenome, enquanto a inspiração para o rótulo de sua cachaça veio do caipira, o caixeiro viajante, o andarilho, ou no caso, andante e que João teria sido escolhido por ser um nome popular no Brasil, assim como José e Francisco, típico principalmente de cidades do interior.

O INPI ainda irá avaliar o caso, mas até o momento as medidas tomadas foram apenas administrativas e extrajudiciais, uma vez que as semelhanças ainda se encontram em discussão, porém o processo movido com o objetivo de suprimir a marca, até o momento apenas gerou propaganda gratuita e crescimento. Resta saber se o registro de propriedade sobre o nome fantasia João Andante será revogado como quer a inglesa, ou se na verdade, a cachaça artesanal passará a ser um rival comercial do uísque.

Johnnie Walker processa empresa de cachaça brasileira

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