Ingra Liberato, Madaleine de Pantanal

A atriz Ingra Liberato tornou-se sucesso nacional, bem nova apenas com 23 anos, na interpretação da personagem de Madeleine na Pantanal, par romântico de…

A atriz Ingra Liberato tornou-se sucesso nacional, bem nova apenas com 23 anos, na interpretação da personagem de Madeleine na Pantanal, par romântico de José Leônico (Paulo Gorgulho), na primeira fase de “Pantanal”.

Ingra Liberato Pantanal

A atriz revive novamente, hoje com 41 anos, o sucesso da trama, que tem deixado a emissora de Sílvio Santos em terceiro lugar no Ibope.

Ingra já vive em Porto Alegre (RS) há sete anos, foi quando se casou com o músico gaúcho Duca Leindecker, 38, líder da banda Cidadão Quem, com quem tem um filho, Guilherme, 4 anos.

Para quem  gostou da participação da Ingra Liberato na novela Pantanal pode conferir sua participação no filme “Valsa para Bruno Stein”, de Paulo Nascimento, em cartaz no Rio e em São Paulo, com o qual ganhou o Kikito de melhor atriz no Festival de Gramado 2007.

Abaixo vocês conferem um entrevista exclusiva da Folha Online que conversou com a atriz para saber o que ela está achando da reprise do folhetim 18 anos depois de sua realização.

Fotos Ingra Liberato – Madaleine de Pantanal

Ingra Liberato Pantanal

Entrevista de Ingra Liberato


Folha Online – Você está assistindo a “Pantanal” no SBT?

Ingra Liberato – Já vi alguns capítulos na semana passada. É uma novela que, sem dúvida, foi importante e marcou época na TV brasileira e na vida de todo mundo que participou dela. Antes, eu tinha feito uma participação pequena em “Tieta”, na Globo, e esse foi meu primeiro papel de destaque. E só não imaginava que ela seria reprisada e cairia na boca do povo 18 anos depois. As pessoas estão comentando nas ruas comigo. Acho que a novela terá um crescente de público, como foi da primeira vez.

Folha Online – A que você atribui o sucesso de “Pantanal”?
Liberato – Naquela época, a Manchete estava fazendo uma novela de qualidade e isso foi um impulso para a emissora. Eu me lembro que teve até um boom na venda de antenas parabólicas no interior do Brasil, onde o sinal da Manchete não pegava muito bem. Todo mundo queria ver a novela. “Pantanal” trouxe para a TV um Brasil que ninguém mostrava. E, claro, tem o apelo do nu, mas acho que ele combina com o clima paradisíaco da novela.

Folha Online – E como fica a questão da vaidade ao se ver na tela 18 anos mais jovem?
Liberato – Eu vou te dizer sinceramente, sem falsa modéstia: eu acho que estou mais bonita agora, acho que com o tempo a gente vai ficando mais sofisticada. Se bem que tem o fator da juventude e de viço de energia jovem. Eu adorei as minhas cenas. Eu não esperava que eu tivesse tão à vontade. Lembro que na época eu estava muito preocupada, porque tinha a responsabilidade de contracenar com a Natália Thimberg e o Sérgio Britto [que interpretam os pais de Madeleine na trama]. Eu não tinha material nenhum e fiquei muito feliz em ver aquilo de novo.

Folha Online – O ator José de Abreu [que integrou o elenco de “Pantanal”] levantou a questão sobre o pagamento pelo SBT aos profissionais que atuaram na trama. Você já recebeu o seu cachê pela reprise?
Liberato – Estou falando com uma pessoa do SBT que está procurando todo mundo para regularizar a situação dos pagamentos. Eles declararam isso no site, que querem pagar. Eu acredito. O problema é que é algo difícil, já que é preciso levantar os contratos de cada um. E isso é muito complicado, porque quase ninguém guardou cópia do contrato, a moeda na época era outra, o Brasil tinha uma inflação enorme. A gente ganhava muito dinheiro num dia e no outro não valia nada.

Folha Online – O que você fez depois de “Pantanal”?
Liberato – Depois eu fiz a novela “A História de Ana Raio e Zé Trovão”, na qual fui protagonista. A novela deu muito certo no interior do Brasil. Depois eu resolvi criar cavalos no interior de São Paulo. Fiquei quatro anos afastada da dramaturgia. Depois resolvi voltar e fiz a minissérie “Decadência”, na Globo, e alguns filmes, já que meus pais sempre trabalharam com cinema. Depois fiz a Mina, em “O Clone”, na Globo, e fiz também “Essas Mulheres”, na Record. Desde outubro do ano passado, estou na peça “Inimigas Íntimas”, ao lado de Fernanda Carvalho Leite e com direção de Nestor Monastério. E atualmente estou em cartaz no filme “Valsa para Bruno Stein”, com o qual ganhei [o prêmio de melhor atriz em] Gramado.

Folha Online – Você que voltar para as novelas?
Liberato – Convites são sempre bem vindos, depende do convite (risos).

Folha Online – Você teve algum envolvimento com o Paulo Gorgulho, seu par em “Pantanal”?
Liberato – Não! Éramos apenas amigos. Só beijei a boca dele na novela (risos).

Top