Gestação: gravidez gemelar cresce 17% em sete anos

Na oposição do encurtamento da população total, o número de gestações de gêmeos, trigêmeos e até quadrigêmeos cresceu no Brasil, estimulado pela utilização do…

Por Editorial MDT em 26/12/2011

Imagem: (Foto Divulgação)

Na oposição do encurtamento da população total, o número de gestações de gêmeos, trigêmeos e até quadrigêmeos cresceu no Brasil, estimulado pela utilização do emprego de procedimentos de reprodução assistida.

Em sete anos, houve um acréscimo de 17% nesses nascimentos. As informações  é da Pesquisa do Registro Civil 2010, publicada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Eles apontam que a intensidade de brasileiros nascidos de partos múltiplos passou de 1,59% em 2003 para 1,86% do total de partos no ano passado. Ou seja, a cada ano, nascem mais de 51.000 múltiplos.

Estatisticamente, a chance de uma mulher engravidar espontaneamente de dois bebês de uma só vez é de 1 para 80 gestações. Porém, em estados com maior ingresso a tratamentos de alto enredamento, como Rio de Janeiro e São Paulo, a ocorrência tem sido maior que a média. Entre 599.000 paulistas em 2010, 13.215 eram gêmeos (1 para cada 45). No Rio de Janeiro, onde nasceram 200.257 bebês na mesma época, a proporção de gêmeos foi de 1 a cada 51.

O aumento do número de gestações múltiplas está diretamente associado a utilização da técnicas de reprodução assistida. “Uma em cada cinco mulheres que engravida por meio de tratamento dá à luz mais de um bebê”, afirma o médico Renato Fraietta, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Isso ocorre, porque, para elevar as chances de gravidez, os especialistas enchem o organismo da paciente com hormônios para instigar a ovulação ou implantam diversos embriões de uma vez.

Top