Exercícios físicos que podem reduzir riscos do Alzheimer

Exercícios físicos que podem reduzir riscos do Alzheimer

Conheça os exercícios físicos que podem reduzir riscos do Alzheimer. Uma pesquisa realizada na cidade de Rio Claro (SP) descobriu que a prática de…

Por Isabella Moretti em 22/12/2015

Conheça os exercícios físicos que podem reduzir riscos do Alzheimer. Uma pesquisa realizada na cidade de Rio Claro (SP) descobriu que a prática de atividades físicas pode combater essa doença que atinge milhares de idosos. Leia a matéria para entender melhor essa descoberta revolucionária para a medicina.

Exercícios físicos que podem reduzir riscos do Alzheimer. (Foto Ilustrativa)

Exercícios físicos que podem reduzir riscos do Alzheimer. (Foto Ilustrativa)

O Alzheimer é uma doença que afeta o sistema neurológico, comprometendo os neurônios e desencadeando uma série de sintomas irreversíveis, como demência, perda da memória recente e distúrbios de comportamento. Só no Brasil, cerca de 5 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade sofrem de Mal de Alzheimer.

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A boa notícia para as pessoas com histórico de Alzheimer na família é que as chances de desenvolver a doença podem ser reduzidas através da prática de exercícios físicos regularmente.

Exercícios físicos que podem reduzir riscos do Alzheimer

A pesquisadora Carla Manuela Crispim Nascimento, que é formada em Educação Física, descobriu alguns exercícios físicos que podem reduzir riscos do Alzheimer. O estudo foi tema do seu doutorado e desenvolvido em conjunto com duas grandes universidades paulistas: UFSCAR e UNESP. A pesquisa em si já foi apresentada em dois congressos internacionais e publicada em duas revistas científicas estrangeiras.

Fazer exercícios físicos é uma forma de retardar o desenvolvimento de Alzheimer. (Foto Ilustrativa)

Fazer exercícios físicos é uma forma de retardar o desenvolvimento de Alzheimer. (Foto Ilustrativa)

De acordo com a pesquisadora, a prática de atividades físicas ajuda a prevenir o Mal de Alzheimer, especialmente no caso de pessoas com predisposição genética. A terapia com exercícios e sem remédios só não funciona no caso de pacientes já diagnosticados com a doença. Nesses casos, não tem mais o que fazer para reverter o processo, pois a evolução da enfermidade é contínua.

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Como foi a pesquisa?

Ao conduzirem o estudo, os pesquisadores descobriram que os processos inflamatórios em estágio inicial podem ter uma significativa melhora com a prática de exercícios físicos. Os participantes da pesquisa praticaram atividades físicas ao longo de quatro meses, três vezes por semana, com duração de uma hora por dia.

Os idosos que praticaram exercícios físicos ao longo de quatro meses foram submetidos a testes cognitivos, exame neuropsiquiátrico e testes para medir concentrações de citocinas e neurotrofinas.

O paciente com início de Alzheimer, ao praticar atividade física, consegue estimular as respostas biológicas do sistema nervoso. Com isso, o cérebro se torna mais resistência as perdas que acontecem com o envelhecimento. Os pesquisadores alertam, ainda, que a rotina de exercícios não previne totalmente a doença degenerativa, mas melhora consideravelmente as condições de sobrevida.

A prática de exercícios serve para estimular as respostas biológicas do sistema nervoso. (Foto Ilustrativa)

A prática de exercícios serve para estimular as respostas biológicas do sistema nervoso. (Foto Ilustrativa)

Como identificar os primeiros sinais da doença?

É possível identificar os sinais de Alzheimer logo no início. A pessoa deve, por exemplo, observar se os episódios de déficit de atenção estão se tornando mais frequentes e interferindo das atividades diárias.

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Há inúmeras opções de exercícios físicos que podem reduzir riscos do Alzheimer, como é o caso da caminhada leve, da hidroginástica e do ciclismo. Na hora de escolher a atividade, é muito importante que cada idoso respeite os seus limites físicos e conte com as orientações de um educador físico. Continue no Mundo das Tribos e veja outras matérias sobre saúde.

 

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