Estudo sobre celular descarta risco de câncer associado ao uso do aparelho. Estudo sobre celular descarta risco de câncer associado ao uso do aparelho.

Estudo sobre celular descarta risco de câncer associado ao uso do aparelho.

Os resultados de um grande estudo feito sobre o uso de aparelhos celulares associados ao risco de câncer no cérebro, descartou a ideia de…

Por Editorial MDT em 21/10/2011

Os resultados de um grande estudo feito sobre o uso de aparelhos celulares associados ao risco de câncer no cérebro, descartou a ideia de que haja a relação entre o objeto e a doença. A pesquisa, que foi a maior realizada sobre o tema até hoje, teve suas conclusões divulgadas no British Medical Journal, na quinta-feira (20).

A pesquisa, que tem a frente Patrizia Frei, do Instituto de Epidemiologia de Câncer da Dinamarca, se utilizou de um grupo de dinamarqueses já acompanhados desde a década de 1980, tendo em mãos os registros de assinaturas de serviços de telefonia móvel e os de tumores de 360 mil pessoas. Dentre eles, os mais de 10 mil casos, encontrados entre 1990 e 2007, tiveram uma incidência entre usuários e não-usuários de celulares considerada, estatisticamente, insignificante.

Porém, em determinados casos foi detectado riscos maiores para os homens. Os analisados que usaram o aparelho com mais frequência, estiveram mais sujeitos a gliomas no lobo temporal do cérebro,contudo,  é um número estatisticamente pequeno, para que esse risco seja tomado como significativo. Com relação a outros tipos de tumores, o risco era menor para os usuários de telefonia móvel.

Controvérsias:

O resultado do estudo  está longe de acabar com a discórdia a respeito do tema. Em maio desde ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que as ondas dos aparelhos celulares, assim como café e pesticidas estavam entre os elementos que podem ser cancerígenos.

Outros cientistas alegam que o estudo realizado, tem falhas graves no método escolhido para o seu desenvolvimento. Uma das pessoas que contestam é a pesquisadora Devra Davis, presidente da fundação Environmental Health Trust, que está preparando em conjunto com outros profissionais, um documento para refutar o estudo dinamarquês.

Um dos pontos de discórdia foi quanto a escolha de quem seria considerado usuário ou não de celular,uma vez que,  foram considerados usuários aqueles que fizeram a primeira assinatura até 1995, e o fato de os pré-pagos não entrarem na conta.

Para Devra Davis, apenas uma pesquisa composta por amostras de milhões de pessoas acompanhadas a longo prazo, por mais de 20 anos,  poderia mostrar estatísticas reais sobre o tema.

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