Especialista afirma sangue de Michael Jackson possuía mais lorazepan do que médico admite.

De acordo com o anestesista Steven Shafer, última testemunha de acusação do caso Michael Jackson, o corpo do cantor tinha dose de lorazepam superior…

Steven Shafer em depoimento na quarta-feira (19). Imagem: AP / Reed Saxon, Pool

De acordo com o anestesista Steven Shafer, última testemunha de acusação do caso Michael Jackson, o corpo do cantor tinha dose de lorazepam superior àquela que seu médico admitiu ter administrado no dia de sua morte.

A declaração foi nesta quinta-feira (20). Segundo ele, se for levado em considerações os horários citados pelo réu Conrad Murray como sendo aquele em que administrou as doses, a quantia equivaleria a uma dose de apenas 10% do medicamento encontrado na corrente sanguínea durante a autópsia. Ao responder perguntas da promotoria também afirmou ter certeza de que o cantor havia recebido mais de 4 miligramas do lorazepan.

Junto a esta constatação, Shafer afirmou também que o anestésico propofol não age de forma letal quando ingerido por via oral, visto que estudos mostram que a substância quase não é absorvida sob esse meio, sendo absorvido quase em sua totalidade pelo fígado. Esta fala derruba a tese principal da defesa de Conrad Murray, médico pessoal do astro e que é réu do processo sob acusação de homicídio culposo.

Na semana passada, a defesa já havia anunciado ter abandonado a tese de que o rei do pop teria ingerido propofol por via oral, mas afirmam que houve sim uma dose a mais da droga por via intravenosa.

Reforçando a acusação de negligência da promotoria, na quarta-feira (19), Shafer já havia criticado o réu citando 17 violações de procedimentos tidos como padrão cometidos por Murray em relação ao seu paciente, incluindo o uso do propofol como sonífero.

Michael Jackson morreu em junho de 2009 por uma overdose de propofol combinado com outros medicamentos, incluindo o lorazepan. A promotoria afirma que o médico foi negligente, porém o médico alega inocência. A defesa de Conrad Murray alega que foi o próprio paciente quem provocou o óbito por fazer a ingestão de outras doses enquanto o médico saiu do quarto de Jackson.

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Caso seja considerado culpado, Murray pode ser condenado a até quatro anos de prisão.

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