Especialista afirma sangue de Michael Jackson possuía mais lorazepan do que médico admite. Especialista afirma sangue de Michael Jackson possuía mais lorazepan do que médico admite.

Especialista afirma sangue de Michael Jackson possuía mais lorazepan do que médico admite.

De acordo com o anestesista Steven Shafer, última testemunha de acusação do caso Michael Jackson, o corpo do cantor tinha dose de lorazepam superior…

Por Editorial MDT em 20/10/2011

Steven Shafer em depoimento na quarta-feira (19). Imagem: AP / Reed Saxon, Pool

De acordo com o anestesista Steven Shafer, última testemunha de acusação do caso Michael Jackson, o corpo do cantor tinha dose de lorazepam superior àquela que seu médico admitiu ter administrado no dia de sua morte.

A declaração foi nesta quinta-feira (20). Segundo ele, se for levado em considerações os horários citados pelo réu Conrad Murray como sendo aquele em que administrou as doses, a quantia equivaleria a uma dose de apenas 10% do medicamento encontrado na corrente sanguínea durante a autópsia. Ao responder perguntas da promotoria também afirmou ter certeza de que o cantor havia recebido mais de 4 miligramas do lorazepan.

Junto a esta constatação, Shafer afirmou também que o anestésico propofol não age de forma letal quando ingerido por via oral, visto que estudos mostram que a substância quase não é absorvida sob esse meio, sendo absorvido quase em sua totalidade pelo fígado. Esta fala derruba a tese principal da defesa de Conrad Murray, médico pessoal do astro e que é réu do processo sob acusação de homicídio culposo.

Na semana passada, a defesa já havia anunciado ter abandonado a tese de que o rei do pop teria ingerido propofol por via oral, mas afirmam que houve sim uma dose a mais da droga por via intravenosa.

Reforçando a acusação de negligência da promotoria, na quarta-feira (19), Shafer já havia criticado o réu citando 17 violações de procedimentos tidos como padrão cometidos por Murray em relação ao seu paciente, incluindo o uso do propofol como sonífero.

Michael Jackson morreu em junho de 2009 por uma overdose de propofol combinado com outros medicamentos, incluindo o lorazepan. A promotoria afirma que o médico foi negligente, porém o médico alega inocência. A defesa de Conrad Murray alega que foi o próprio paciente quem provocou o óbito por fazer a ingestão de outras doses enquanto o médico saiu do quarto de Jackson.

Caso seja considerado culpado, Murray pode ser condenado a até quatro anos de prisão.

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