Dicas para superar traição

Uma traição provavelmente é uma das coisas mais traumáticas que pode acontecer em um relacionamento. Seja um namoro, noivado ou casamento, a traição significa…

Por Editorial MDT em 17/05/2011

Uma traição provavelmente é uma das coisas mais traumáticas que pode acontecer em um relacionamento. Seja um namoro, noivado ou casamento, a traição significa algo que se quebrou e que não é tão fácil assim de reconstruir: confiança. Se você está passando por isso, tem basicamente dois caminhos: o perdão ou o fim. E seja lá qual for a sua escolha o caminho será longo de qualquer forma.

Antes de decidir qualquer coisa, é importante ter uma conversa com seu parceiro ou sua parceira e tentar entender o que aconteceu. Por mais que pareça difícil tente não estar munido de sete pedras nas mãos. O resultado dessa conversa será importante para sua decisão no futuro. Pode ser que tudo já estivesse prestes a acontecer, porém os sinais tivessem sido ignorados, ou uma atitude repentina.

Saber os motivos pode fazer com que seja mais fácil tomar uma decisão.

Caso opte por levar o relacionamento adiante, é fundamental se dar conta de que levar a traição nas costas como se fosse um esqueleto não fará bem a nenhum dos dois lados. Caso tenha optado por perdoar, realmente perdoe. Não fique jogando o ato da traição a cada desentendimento ou rusga que possa surgir pelo meio do caminho. Será preciso muita conversa, muito diálogo e muita sabedoria porque uma vez quebrada, a confiança não se regenera. Ela deve ser reconstituída aos poucos para quem sabe o relacionamento dar realmente certo no futuro?

Porém, caso não haja perdão, seus atos serão outros. Provavelmente sobrará mais tempo para remoer o fim ou os motivos da traição. O período de fossa comum pode ser ainda pior pela quebra da confiança. A autoestima corre o o risco de ir ao chão com aquelas clássicas perguntas “onde foi que eu errei” ou “o que ele ou ela tem que eu não tenho”. Claro que a resposta não será aquela que gostaríamos seja ela qual for, porém cabe a nós mesmos nos reconstruir e superar os acontecimentos. Claro que a fossa é um mal necessário por mais autoestima que se tenha.

Não há confiança em si mesmo que não se abale, porém a forma como lidar com isso é o diferencial entre uma recuperação saudável e uma longa jornada em torno do nada. Claro, não vai adiantar muita coisa ficar chorando em casa e se agarrar em uma solidão que parece segura mas que a longo prazo é apenas tempo sem proveito. Também pouco funcionará querer ultrapassar fases e seguir sem estar emocionalmente pronto. É preciso ter paciência para não ultrapassar seus próprios limites e também sensatez para encarar que em algum momento o abrigo pretensamente seguro terá de ser abandonado. A palavra-chave é equilíbrio.

Não existe um tempo padrão para superar, muito menos uma fórmula mágica. Provavelmente também não haverá como esquecer, mas com o passar do tempo pode ser mais fácil lidar com as lembranças. O melhor caminho certamente é tentar levar sua vida da forma mais normal possível. Saia para trabalhar, se divertir, fazer o que gosta, conversar, desabafar, fazer coisas novas e deixar os esqueletos para trás. Ame-se e dê as chances de as coisas acontecerem. Quem sabe o melhor não pode estar justamente para acontecer e apenas esperando uma oportunidade?

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