Alta Costura está em Alta

Ao longo da história na sociedade, as classes sociais tinham como fator determinante as roupas, que precisavam ser finas e glamorosas, para assim manterem…

Ao longo da história na sociedade, as classes sociais tinham como fator determinante as roupas, que precisavam ser finas e glamorosas, para assim manterem o seu status perante as outras classes. A alta costura, ou haute couture, surgiu em meados da segunda metade do século XIX, dando vida a uma nova técnica, a da costura elegante e muito fina.

Alta Costura Versace

O conceito de designer de moda cresceu para distinguir aquele costureiro humilde da nova forma de moda da elite, que era procurada pelos mais afortunados. Essa mudança cultural nos valores da sociedade refletiu em Paris, em relação ao tipo de clientela que começou a freqüentar os salons da alta moda que haviam por lá. Membros da realeza e da aristocracia se misturaram aos novos ricos e celebridades atuantes.

A alta costura oferecia aos trajes produzidos, uma individualidade, pois eram feitos sob medida, além de utilização de tecidos muito finos que eram decorados com várias camadas de renda ou tule e bordados à mão. A cliente escolhia o estilo, o tecido e o tipo de acabamento que mais a agradava. Os vestidos eram produzidos a partir de um trabalho intenso e especializado, que exigia prática e técnicas de costura à mão. Com toda essa exigência, os preços dos trajes iam lá para o céu.

Assim, Paris se tornou o centro principal da haute couture, e a França, por séculos, foi considerada a líder em fabricação de tecidos maravilhosos como a seda, taffeta, veludo e brocado (bordado com fios de ouro).

Voltando um pouco no tempo, em 1868, um grupo de profissionais criou a Chambre Syndicale de La Couture de Paris, composta por casas que produziam alta costura na região.

Chambre Syndicale de la Couture de Paris

A Depressão de 1930 fez a alta costura balançar e mudar alguns rumos. O sindicato tinha de negociar com os fabricantes de tecidos para que pudessem pagar após as vendas das coleções. Devido ao racionamento de materiais, muitos dos trajes que usavam metros de tecidos e tinham reforço duplo precisaram ser reformados e repensados.

Leia Também:  Cachecol masculino, diferentes formas de usar

Durante os anos seguintes, muitas maisons ganharam o título de alta costura entrando para a Chambre Syndicale. Alguns nomes como Poiret, Vionnet, Balenciaga, Chanel, Lanvin, Balmain e Dior fizeram ou fazem parte da nata da haute couture.

O declínio da alta costura se deve bastante ao fato do crescimento do mercado prêt-à-porter, que atrai os jovens designers e pessoas ricas a esse mundo novo e rápido. Em meados de 1990, o numero de maisons atuantes da alta costura em Paris era de 21, já nos anos 2000 o numero foi reduzido para 11! Apesar da perda de lucros, muitos designers mantêm firme e forte sua casa, como uma maneira de divulgação e publicidade de sua marca paralela.

Quem fez valer a alta costura e também foi o pioneiro nessa categoria da moda, foi Charles Frederick Worth. Sua maison foi aberta em Paris por volta de 1850, com o nome de House of Worth.

A maison de Madeleine Vionnet também faz parte da alta costura parisiense desde os anos 1930, desenhando e produzindo trajes bem sensuais com o corte em viés que a designer inventara.

Chanel também faz parte do grupo especializado em haute couture, fazendo trabalhos maravilhosos desde a década de 1920.

A alta costura pode sobreviver a qualquer coisa, desde que caminhe olhando para o futuro. Com essa nova visão e novas mentes trabalhando nas maisons, a alta costura trouxe um novo público-alvo à tona. Mulheres jovens são a favor dessa moda pela sua originalidade e exclusividade, características que se perdem no mundo em que vivemos hoje.

Top