Adolescência: Tempo de Mudar

A passagem da infância para a vida adulta é período rico em transformações físicas e emocionais. É quando a menina perceber que já e uma…

A passagem da infância para a vida adulta é período rico em transformações físicas e emocionais. É quando a menina perceber que já e uma mocinha, enquanto os meninos olham com maior curiosidade para as colegas do colégio ou as garotas na rua. A grande mudança tem como agentes fundamentais os hormônios sexuais: testosterona, que dá as características masculinas e progesterona e estrógeno, responsáveis pelas características femininas. Eles têm seus níveis aumentados graças a um comando dado pelo cérebro à glândula hipófise, que por sua vez, enviará hormônios ao aparelho genital de cada indivíduo, estimulando o seu amadurecimento.

Na menina, as primeiras manifestações da puberdade podem acontecer a partir dos 10 anos de idade. Ela notará o crescimento dos mamilos e das aréolas (aquela parte mais escura dos mamilos), e o surgimento de finos pêlos na região pública. A essa altura, a garota estará ganhando mais estatura e peso, e ficará mais redondinha nos quadris e nas coxas. O próximo passo será a ativação das glândulas sudoríparas adultas e, perto de um ano depois de iniciado esse processo, a menstruação terá inicio. A chegada da menstruação indica que o organismo já é capaz de gerar um filho, embora o ciclo regular só vá se estabelecer quando adolescente atingir os 15 ou 16 anos.

No menino, as alterações principiam mais ou menos aos 12 anos, devendo terminar perto dos 18 anos. O garoto cresce, ganha peso e iniciam-se as transformações sexuais: os testículos aumentam de tamanho, o pênis alonga-se e engrossa. De um dia para o outro surgirão os pêlos pubianos, mas os do rosto e do corpo provavelmente irão surgir um ano mais tarde. Nessa etapa é provável que ele tenha suas primeiras poluções noturnas: um líquido meio pegajoso e transparente sai do pênis durante o sono. É a ejaculação.

Aos 13 anos (as mudanças não são iguais para todos) a laringe começa a sofrer alterações que irão possibilitar, mais ou menos um ano depois, que a voz se torne mais grave. Nessa fase, o adolescente ganhará musculatura, ficando com o corpo mais atlético e proporcional.

Enquanto na infância uma criança normalmente cresce cerca de 5 centímetros ao ano, na adolescência o desenvolvimento pode chegar a até 10 centímetros por ano, principalmente no inicio da puberdade. Com isso, braços, pernas e mãos parecerão grandes demais em relação ao corpo, e possivelmente o menino ficará mais desastrado, derrubando coisas pela casa.

Outro inconveniente, para ambos os sexos, é o surgimento da temida acne (cravos ou espinhas), resultante do aumento de produção de gorduras pelo organismo. Será preciso redobrar a higiene pessoal e esperar o tempo passar. Quando a acne transformar-se em um problema mais sério, causando constrangimento ao jovem, o melhor é procurar um médico.

A puberdade tardia acontece em alguns casos.  Se a menina tem 14 anos e ainda não mostrou, é aconselhável procurar o ginecologista. Às vezes, disfunções hormonais retardam a menarca (primeira menstruação).

Mudanças de comportamento

A aceleração da atividade hormonal acaba afetando o comportamento e os sentimentos dos adolescentes. Eles estão se tornado adultos (ainda não o são) e geralmente ocorrem confrontos com os mais velhos. A contestação aos dogmas, aos valores morais e aos padrões sociais será uma constante. O garoto que era calmo se torna agressivo e inconformado, e a menina doce surgirá irritadiça e descontente.

Cabe aos pais serem pacientes, tolerantes e abrirem o dialogo com os filhos. Afinal, eles estão começando a pensar por si próprios e a conquistar sua individualidade. Adolescência e juventude são sinônimas de turma, troca e diversão. E também do primeiro amor, de ficar juntinho e experimentar as primeiras caricias sexuais. A rapidez com que isso acontece depende, basicamente, do amadurecimento de cada um, da curiosidade e, também, do nível de liberdade permitido pelos pais.

Os jovens devem ser informados claramente sobre o significado das mudanças corporais que estão ocorrendo. Ás vezes, por inibição ou imaginando que os filhos estão cientes dessas questões, eles deixam de lado a conversa sobre a sexualidade. E os adolescentes, inibidos com o silêncio dos mais velhos, continuam sem informações.

Abrir o diálogo nem sempre é fácil, especialmente entre as famílias não habituadas às conversas francas. Mas é preciso vencer o preconceito e se lembrar da própria adolescência, quando as dúvidas seguramente eram as mesmas: “O que será que está ocorrendo com o meu corpo? Quando, e como, irei começar a minha vida sexual? Como posso ter certeza de que não engravidarei?”

Todas as questões relativas ao início da idade adulta devem ser discutidas em casa, inclusive a orientação sexual propriamente. Os principais cuidados são os relativos aos riscos de uma gravidez indesejada, e para o perigo de contagio pelo vírus da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis.

Outro assunto pertinente à adolescência são as drogas. Ávidos por novas experiências, muitos jovens acabam experimentando alguma delas (fumo, álcool, maconha, etc.). Quando o adolescente tem boa orientação familiar, essa atitude não chega a se transformar em risco. Em muitos casos as drogas, por vários motivos (em geral de origem emocional), passam a ganhar importância. É conveniente que os pais observem nos filhos alguns indicadores de possíveis problemas como apatia ou a excitação constantes, falta de concentração desinteresse pelos estudos e agressividade exagerada. Nesse caso é preciso buscar a orientação de um especialista.






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