Unesp vai criar novos cursos até 2014

Na última terça-feira, 13 de março, o Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckimin, assinou um Projeto de Lei cuja finalidade é repassar…

Serão oferececidos 11 cursos novos na área de engenharia (Foto: Divulgação)

Na última terça-feira, 13 de março, o Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckimin, assinou um Projeto de Lei cuja finalidade é repassar recursos para a implantação de 11 cursos novos no segmento de engenharia em nove cidades paulista. Somente no campus da universidade de São João da Boa Vista acontecerá a implantação de dois cursos.

A inserção das graduações deve acontecer ao longo de 2012, 2013 e em 2014 será concluída. Após cinco anos, a Universidade deverá ter cerca de 2.200 estudantes a mais em plena atividade nas faculdades, pesquisando e participando de extensões. A proposta da Unesp pela criação dos novos cursos dentro de um planejamento, que no decorrer de 2011, pesquisou as necessidades do mercado nacional, foi recebida pela comissão coordenada pela Pró-Reitoria de Graduação.

Serão 40 vagas por graduação nova (Foto: Divulgação)

Segundo a Unesp, cada curso novo contará com 40 vagas, sendo da seguinte forma: Araraquara FCF (Engenharia de Bioprocessos), Araraquara IQ (Engenharia Química), Botucatu (Engenharia de Bioprocessos), Dracena (Engenharia Agronômica), Itapeva (Engenharia de Manufatura), Registro (Engenharia de Pesca), Rosana (Engenharia de Energia e Recursos Renováveis), São João da Boa Vista (Engenharia Eletrotécnica e Engenharia de Materiais), São José dos Campos (Engenharia Ambiental) e Tupã (Engenharia de Biossistemas).

A priorização da área de engenharia ocorreu devido a um estudo de mercado (Foto: Divulgação)

Para chegar à conclusão de que a área de engenharia precisava disponibilizar mais oportunidades a universidade levou em consideração uma pesquisa publicada em 2010 pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), intitulada como a “A Formação de Engenheiros no Brasil”: Desafio ao Crescimento e à Inovação.

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O documento destaca a diminuição da participação relativa da formação de engenheiros no Brasil. Dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde) de 2007 já demonstravam que, dos formados em cursos de nível superior, 35% são de graduações em engenharia na China; 25% na Coréia do Sul; 14% no México e 7% na Argentina. No Brasil, de acordo com o Censo da Educação Superior (MEC) de 1999, apenas 5,9% dos formandos eram engenheiros. Em 2008, esse número caiu para 5%.

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