Traição: Saiba Como essa Ação Afeta o Parceiro que Foi Enganado

Editorial MDT 04/09/2011 Bem Estar

Infidelidade não é um assunto fácil para ninguém. Muitos evitam qualquer espécie de menção ao tema enquanto outros vivem seu relacionamento como se qualquer ato fosse um sinal de traição a vista. O medo não é exatamente um exagero: a traição mexe com o ego e com a autoestima, que são elementos muito importantes acerca da personalidade de qualquer um.

Como ela afeta a pessoa traída? A primeira e mais certa resposta é de que afeta da pior forma possível. As perguntas de “onde foi que errei” ou “o que ele ou ela tem que eu não tenho” são capazes de minar a confiança da pessoa mais otimista sem importar distinções. O choque é inevitável, a decepção idem, a menos que as coisas já estivessem para terminar a muito tempo. A traição pressupõe que o relacionamento estava desgastado, que havia algo de errado que não foi percebido ou foi simplesmente ignorado em prol de adiamento ou falta de disposição pra tocar nisso.

O perdão ou o fim?

Há a fase de distribuir culpas, onde geralmente ela é atribuída a si mesmo, assim como também a fase da fossa: mais temida do que a própria traição em si e para o qual só há dois caminhos: perdoar ou simplesmente desistir e terminar. De qualquer modo, chorar a fossa é uma arte. Envolve força e autoconhecimento porque, por mais que não haja uma data marcada para o fim do luto, também não é possível lamber as feridas e se isolar por uma vida inteira por algo sem volta. Também exige paciência para ouvir o que o outro tem a dizer: por mais difícil que pareça, é imprescindível escutar sem pedras na mão para que possa decidir os rumos da história.

Perdoar envolve reconstruir o relacionamento em um esforço que deve partir de ambos os lados. Exige também confiança, pois pouco adiantará jogar a traição na cara do parceiro ou da parceira a cada rusga. Se julgar que o esforço vale a pena, empenhe-se para fazer dar certo e em não cometer os velhos erros.

Já o fim envolve um caminho fundamentalmente solitário, pois apoio é fundamental, mas quem trilha o caminho é um só. Exige maturidade para entender que o relacionamento terminou, mas não o mundo e há infinitas possibilidades que não envolvem a presença de um ex. Também é preciso lembrar que nem todos são iguais portanto quem lhe traiu pode não ser a última pessoa em vida, a menos que isto seja de sua vontade. Por fim, envolve o ato de seguir em frente: talvez o mais difícil de todos, porém não impossível.

Os resultados de uma traição não têm exatamente um tempo prazo de validade: há quem possa simplesmente chorar um pouco e seguir a diante assim como também carregará isso para a vida toda, como se fosse um esqueleto ou um peso nos ombros. O efeito deste é catastrófico: gera uma desconfiança permanente e capaz de perdurar por tantos outros relacionamentos que puderem vir em seguida.

O caminho? Esse é você quem escolhe, mas há algo que se pode afirmar com toda a certeza: vive melhor quem supera e vira a página.

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