Torcicolo congênito: o que é, como tratar

Semanas após o nascimento e avaliação do pediatra, os pais recebem a notícia de que o filho possui torcicolo congênito. A partir disso, muitos…

Por Editorial MDT em 04/09/2013

Semanas após o nascimento e avaliação do pediatra, os pais recebem a notícia de que o filho possui torcicolo congênito. A partir disso, muitos pais se tornam apreensivos por não compreenderem o problema e acreditarem ser algo grave. Conheça abaixo algumas informações sobre como tratar e o que é torcicolo congênito.

O diagnóstico do torcicolo congênito ocorre nas primeiras semanas de vida. (Foto: divulgação)

Definição de torcicolo congênito

O torcicolo congênito é uma alteração permanente, mas que não é irreversível, que afeta a posição do pescoço. Essa retração ocorre devido a alteração de um dos músculos do pescoço, o músculo esternocleidomastideo. É importante mencionar que esse mesmo problema pode ocorrer durante o trajeto do parto, sendo denominado como torcicolo obstétrico.

Anatomia do pescoço

O músculo esternocleidomatideo origina-se entre a clavícula e o esterno, prolongando-se para atrás da mandíbula, até atingir o osso posterior da nuca. Esse músculo tem como principal  função, realizar a inclinação da cabeça no sentido do ombro.

Reconhecendo o problema

A descoberta do torcicolo congênito ocorre entre as primeiras 6 a 8 semanas de vida do bebê. A suspeita do problema ocorre quando a crianças não consegue inclinar a cabeça para um lado, além de ter dificuldades em virar a cabeça para o lado oposto. Além disso, durante a palpação do pescoço, o médico pode sentir um nódulo indolor no músculo esternocleidomastoideo. Dessa forma, caso os pais percebam que o filho fica com a cabeça inclinada para um lado, é importante buscar a orientação de um especialista, de modo a evitar qualquer consequência futura.

A fisioterapia é uma das formas de combater o torcicolo congênito. (Foto: divulgação)

Tratamento para o torcicolo congênito

Segundo dados, cerca de 90% das crianças que são tratadas de forma precoce, obtém sucesso com um programa de exercícios terapêuticos que envolvem o alongamento do pescoço. Através desses movimentos e do acompanhamento do fisioterapeuta, a criança pode começar a virar e inclinar a cabeça voluntariamente. Por isso, é muito importante que diante do diagnóstico os pais busquem a orientação de um especialista o quanto antes, para iniciar o tratamento para o torcicolo congênito.

Conheça os exemplos de exercícios

Separamos abaixo alguns exemplos de exercícios que ajudam os bebês que são portadores de torcicolo congênito a ter uma maior flexibilidade no pescoço. São eles:

  • Durante as brincadeiras, os pais devem colocar os brinquedos em locais que o bebê vire a cabeça para o lado que está afetado pelo problema;
  • No colo, coloque o bebê em posição que ele necessite virar a cabeça para o lado que possui a afecção;
  • Os pais devem optar por brincadeiras que deixam os bebês em posição de barriga para baixo, de forma a estimular os músculos extensores do pescoço.

Vale ressaltar que as crianças que não obtiverem resultado através dos exercícios fisioterapeutas, ela será submetida a procedimentos cirúrgicos para corrigir o torcicolo congênito. A cirurgia é um procedimento simples e que pode ser realizada em ambulatório.

Realizar brincadeiras com a barriga para baixo, é importante para o bebê fortalecer os músculos do pescoço. (Foto: divulgação)

O torcicolo congênito é um problema que afeta um número restrito de crianças e que, quando diagnosticado com antecedência, pode ser tratado de forma eficiente através de exercícios de alongamento.

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