Tire suas dúvidas sobre ovários policísticos

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) A Síndrome do Ovário Policístico, como o próprio nome diz, é uma doença na qual ocorre o aparecimento…

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP)

A Síndrome do Ovário Policístico, como o próprio nome diz, é uma doença na qual ocorre o aparecimento de vários cistos no interior do ovário. Não se sabe ao certo o que desencadeia o aparecimento dos cistos. Porém, sabe-se que os folículos, estruturas que ficam no interior dos ovários, vão amadurecendo conforme a exposição a certos hormônios e nessa doença isso ocorre de forma desregulada.

O que acontece nessa síndrome é que, uma quantidade insuficiente de hormônio FSH (hormônio folículo estimulante), que estimula o crescimento dos folículos é liberada. E, ao mesmo tempo, uma maior de LH (hormônio luteinizante) secretada é observada. Assim, o folículo não amadurece por completo, não ocorre a ovulação e, ao não ser lançado para fora do ovário, o folículo acaba se transformando em cisto.

Todo esse processo se transforma em um ciclo, pois o cisto que se forma  produz LH e isso diminui a quantidade de FSH no organismo continuando o ciclo vicioso. Pois, o próximo folículo que se formaria não terá quantidade suficiente de FSH e não ocorrerá a ovulação, formando mais um cisto.

Sinais e sintomas

Todos os sinais e sintomas que a mulher com ovários policísticos apresenta são referentes à quantidade exagerada dos hormônios que são liberados. Essas substâncias são denominadas “androgênios” e suas consequências são:

  1. Infertilidade (devido a não ovulação);
  2. Ausência de menstruação;
  3. Excesso de pelos (hirsutismo);
  4. Pele oleosa e aparecimento de cravos e espinhas;
  5. Aumento de peso.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pelo exame de sangue que vai detectar o excesso ou a diminuição de hormônios que estão sendo produzidos. No caso, aumento do LH e diminuição do FSH.

Também é possível fazer um ultrassom do ovário para tentar enxergar algum, ou alguns, dos cistos.

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Tratamento

O tratamento da Síndrome do Ovário Policístico depende de dois fatores. Se a mulher quer ou não engravidar. Se a paciente não quiser engravidar, o tratamento pode ser feito com anticoncepcionais orais. Assim, regula a menstruação e deixa o ciclo com a quantidade normal de hormônios. Isso é suficiente para diminuir a oleosidade da pele, o excesso de pelos, voltar a menstruação e melhorar a perda de peso.

Outra opção para essas mulheres, mas que deve ser tomada com cautela, é a retirada dos ovários. Esse procedimento resolve o problema do excesso da produção de hormônios. Já para a mulher que quer engravidar, o tratamento é um pouco mais complicado. São utilizados medicamentos que induzam a ovulação para que a paciente possa engravidar.

Ficar grávida é um ótimo tratamento temporário para a síndrome. A droga mais utilizada nesses casos é o citrato de clomifene, administrado do segundo ao quinto dia da menstruação, por pelo menos três ciclos. É importante lembrar que o tratamento deve também incluir uma dieta balanceada, exercícios físicos regulares e tratamento psicológico.

Se você acha que pode estar com síndrome do ovário policístico porque sua menstruação está atrasada, estão nascendo pelos demais no seu corpo e também muitas espinhas, procure um ginecologista e tire sua dúvida. Essa síndrome tem controle e você não vai precisar conviver com os sinais e sintomas desagradáveis que ela gera.

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