Tatuador holandês diz ter criado tatuagem que dura até após a morte

Floris Hirschfeld é um tatuador holandês que almeja ver sua obra prima em museus de arte após o falecimento dos seus clientes. Parece uma história louca, mas na verdade esse tatuador diz que é possível sim que uma tatuagem se mantenha intacta mesmo depois que a pessoa morre.

tatuagem pode ser eternizada ao longo dos anos, mesmo após a morte (Foto: Divulgação)

“Todos passam a vida em busca da imortalidade, e este é um jeito simples de conseguir um pedaço dela”, disse Peter van der Helm, o tatuador que teve a ideia. “Todo mundo que tem tatuagem tem essa ideia. Não é uma ideia nova, só achamos um jeito de realmente fazer”, disse o holandês.

Empresa promete manter tatuagens de clientes preservadas

Hirschfeld e cerca de 30 outros clientes do ateliê de tatuagem “Walls and Skin”, que fica em uma casa à beira de um canal na região de Kalkmarkt, já destinaram em testamento a sua pele para o empreendimento inovador, em troca de alguns euros, que não são poucos.

Tatuador holandês que vai eternizar tatuagens (Foto: Divulgação)

Processo de manutenção de tatuagens

O processo não é simples para eternizar uma tatuagem, mas quem pagou para isso disse que vale muito a pena o processo. Quando essas pessoas morrerem, um patologista holandês vai remover a tatuagem e a congelará ou preservará em formol, em prazo máximo de 48 horas.

O material retirado da pessoa vai para o material ser remetido para um laboratório no exterior, onde um procedimento de 12 semanas extrairá a água da pele e a substituirá por silicone. Hirschfeld, que não possui irmãos e muito menos filhos, ele não sabe ainda quem herdará sua tatuagem, mas sabe que a deseja preservar.

“As pessoas têm animais empalhados nas suas casas, então por que não pele?”, disse Hirschfeld, que tem o corpo todo tatuado do pescoço para baixo. “Se você olhar algumas velhas lojas de tatuagens, sempre há um jarro com uma água especial e um pedaço de pele dentro, e não parece terrível. Desse jeito parece muito melhor, então se eu posso preservar assim, aí sim, por favor!”, explicou.

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