Suplemento alimentar pode provocar câncer, diz pesquisa

Imagem: (Foto Divulgação) Alguns suplementos alimentares com porções muito alta de elementos que ajudam a evitar o câncer – como os fitoquímicos  e antioxidantes…

Por Editorial MDT em 26/01/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Alguns suplementos alimentares com porções muito alta de elementos que ajudam a evitar o câncer – como os fitoquímicos  e antioxidantes – podem proporcionar um efeito adverso e provocar a doença, de acordo com um estudo recém publicado em Portugal.

A pesquisa analisou de modo particularizado o efeito dos elementos contidos em alimentos específicos da dieta mediterrânea na prevenção do câncer de pele e de mama. Fitoquímicos e antioxidantes como os flavonóides e o ácido caféico se mostraram benéficos para evitar o câncer de mama e de pele, porém, somente se ingerido nas porções adequadas, já ultrapassando certo ponto eles podem provocar o aparecimento da doença.

“Em uma dieta normal nunca corremos risco, já que esses compostos não estão presentes nos alimentos em quantidades muito altas”, explicou, Paula Marques, coordenadora e pesquisadora da Unidade de Química e Física Molecular da Universidade de Coimbra. Porém segundo a especialista, “o problema pode aparecer em suplementos e aditivos alimentares, onde a concentração dessas substâncias pode ser muito alta”, advertiu.

Além disso, ela destaca que esses suprimentos só devem ser ingeridos em momentos pontuais, e “e não por períodos de tempo muito prolongados”. O descobrimento fez Marques solicitar as autoridades de saúde que forcem as corporações a colocarem no rótulo desses suplementos as denominações dos elementos presentes e as quantidades, o que hoje em dia não é realizado.

“Existem suplementos que são vendidos em supermercados, como os de extrato de alho e gengibre, que podem apresentar concentrações muito altas desses antioxidantes”, disse Marques. “Esses aditivos deveriam indicar claramente sua composição para que as pessoas e os médicos tivessem acesso a essa informação, assim como ocorre com os demais alimentos ou remédios”, ressaltou.

O próximo passo do estudo será dar início ao teste em animais para tentar “determinar quais são as doses mais corretas”. Todavia, a especialista advertiu que, por enquanto, “não há financiamento” por causa dos problemas  econômicos e dos cortes aplicados aos estudos.

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