Solidão dobra risco de Alzheimer

Não é de hoje que a solidão é responsável por intensificar diversos problemas de saúde, envolvendo males físicos e mentais. A pessoa solitária prefere…

Por Isabella Moretti em 13/12/2012

Não é de hoje que a solidão é responsável por intensificar diversos problemas de saúde, envolvendo males físicos e mentais. A pessoa solitária prefere o isolamento, tem pouca convivência social e isto reduz os seus estímulos para pensar, agir e conversar.

Idosos solitários possuem mais chances de desenvolver demências. (Foto:Divulgação)

Um estudo realizado pela Universidade VU, de Amsterdã, estabeleceu uma relação entre a solidão e o risco de Alzheimer. De acordo com os pesquisadores, os idosos solitários possuem mais chances de apresentar declínio mental em comparação com aqueles que possuem uma vida social ativa. Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry nesta segunda-feira (10).

Idoso solitário tem mais chances de sofrer Alzheimer

Para chegar à conclusão de que a solidão dobra o risco de Alzheimer, os estudiosos acompanharam 3 mil pacientes durante três anos. A princípio, os idosos envolvidos na pesquisa não apresentavam sinais de demência e forneceram informações sobre os níveis de solidão. Os voluntários responderam se viviam sozinhos, se já tinham sido casados ou se sentiam sozinhos.

No final da pesquisa, os cientistas analisaram as informações coletadas e depois conferiram quanto cada idoso tinha desenvolvido de demência. A incidência de doenças no cérebro entre as pessoas solitárias e as que não eram afetadas pela solidão teve uma diferença significativa.

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13,4% dos idosos solitários foram diagnosticados com algum tipo de demência, enquanto apenas 5,7% dos participantes que não se sentiam sozinhos apresentaram os primeiros sinais. (Foto:Divulgação)

De acordo com o estudo, 13,4% dos idosos solitários foram diagnosticados com algum tipo de demência, enquanto apenas 5,7% dos participantes que não se sentiam sozinhos apresentaram os primeiros sinais.

A pesquisa concluiu que um a cada 10 pacientes afetados pela solidão apresentou declínio mental após três anos. Entre os idosos mais ativos socialmente, a ocorrência do problema foi de um em 20.

Os pesquisadores também descobriram que o idoso que se sente sozinho, mas tem amigos, também pode sofrer com demências porque tem a percepção de falta de vínculos sociais.

Segundo o estudo holandês, a solidão pode acelerar o declínio do Alzheimer. Este sentimento passa a fazer parte da lista de fatores de risco para a doença degenerativa, que também inclui idade avançada, carga genética e depressão.

Dicas para combater a solidão na terceira idade

Existem formas de combater a solidão na terceira idade. (Foto:Divulgação)

A velhice não é sinônimo de solidão. Os idosos podem buscar formas produtivas de ocupar o tempo e consequentemente se sentirem menos sozinhos. Veja a seguir algumas dicas para combater o sentimento de solidão na terceira idade:

A idade avançada deve ser reconhecida como uma bagagem de experiências e não um impedimento de ser feliz;

– Mesmo aposentado, o idoso precisa encontrar maneiras de aproveitar o seu tempo livre e combater a solidão. Entretanto, não é recomendado ficar em casa apenas assistindo TV ou pensando no passado;

– É importante que o idoso desenvolva atividades que envolvam convívio social, como aulas de dança, viagens em grupo, caminhadas e oficinas de artesanato. Além de manter a mente saudável, estas atividades ajudam a fazer amigos e reduz a sensação de solidão;

– O idoso precisa lidar com as perdas e não encará-las simplesmente como algo negativo. A vida deve continuar, não pensando naquilo que se perdeu, mas sim no que vai ganhar.

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