Síndrome do Ninho Vazio, o que é, Tratamento

Por mais que o tempo passe, certas coisas permanecem: um deles diz respeito aos projetos de vida de alguém. O sonho da maioria e…

Por Editorial MDT em 15/07/2011

Por mais que o tempo passe, certas coisas permanecem: um deles diz respeito aos projetos de vida de alguém. O sonho da maioria e nós inclui casamento, filhos, e família. E quando isso acontece, quase sem sombra de dúvida vive-se intensos anos de felicidade.

Isso até um dia em que você acorda e se dá conta de que a casa parece maior do que na verdade é e aquele lugar antes cheio de vozes silenciou. Uma sensação frequente, mesmo isso tendo acontecido há algum tempo, talvez desde o dia em que seus filhos saíram de casa. Mesmo sabendo que os filhos bateram asas em busca de oportunidades e de crescimento, muitos pais e mães – principalmente elas – acabam perdendo o chão.

Em um dia como esses, mesmo sabendo que suas crianças partiram em busca de oportunidades, crescimento e independência, é comum se deparar com a sensação de ingratidão e de abandono, por mais que esta partida fosse algo esperado. Nestes dias o tempo livre pode parecer esmagador tanto quanto o silêncio.

Esse panorama é familiar? Talvez sim e em muitos aspectos seja por ouvir falar ou por conhecimento próprio. Trata-se da “Síndrome do Ninho Vazio”, algo caracterizado pela profunda tristeza e pela sensação da falta de rumo quando os filhos saem de casa para buscar um novo caminho, seja através do casamento ou dos estudos.

Anormal? De modo algum. A melancolia nesses momentos é perfeitamente normal desde que se tenha em mente que ela não é definitiva. O problema é quando ela se prolonga e há o risco de acabar resultando em algo mais sério: depressão.

Existe cura ou tratamento?

Se você está passando por isso ou conhece alguém que esteja sofrendo com a Síndrome do Ninho Vazio saiba que esse não é um bicho de sete cabeças e que há sim uma saída. Ela parece até ser mais simples que o pensado: aproveitar o tempo livre.

Como fazer isso? Bom, que tal focar a atenção sobre seu parceiro ou parceira? Cuide do relacionamento entre vocês e claro, também de si mesmo. Que tal fazer coisas novas?

As opções são inúmeras: que tal voltar a estudar e investir na própria formação? Ou quem sabe um daqueles cursos que você sempre quis fazer, como artesanato ou ainda informática?

Não está pensando em estudar? Sacolejar o esqueleto também pode ser uma boa opção, como por exemplo aprender alguns passos e se arriscar na dança de salão. Ou outros programas como almoçar e jantar fora, uma viagem, um passeio ou um joguinho de cartas… vocês decidem. Existem muitas coisas a serem feitas, com ou sem grana e independente da idade. Basta ter imaginação e também boa vontade.

Caso nada disso funcione, é importante procurar ajuda de um especialista. Não fique com vergonha caso isso seja necessário, pois não há nada de mais em se preocupar com o próprio bem estar. Isso significa se cuidar e se preocupar com sua própria saúde. O importante é não deixar se consumir pela tristeza, por mais difícil que pareça.

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