Síndrome da bexiga dolorosa: causas, tratamento

A síndrome da bexiga dolorosa é uma afecção de difícil diagnóstico. Estatísticas indicam que os pacientes que sofrem desse mal chegam a passar, em…

A síndrome da bexiga dolorosa pode prejudicar a qualidade de vida

A síndrome da bexiga dolorosa é uma afecção de difícil diagnóstico. Estatísticas indicam que os pacientes que sofrem desse mal chegam a passar, em média, por cinco médicos antes que o diagnóstico correto seja feito. O que acontece nesse meio tempo é que são submetidos a tratamentos para doenças que provocam a mesma sintomatologia, mas que são ineficientes e desnecessários nesse caso.

É um problema de saúde-pública muito sério, ainda mais pelo fato de que pode debilitar seriamente o indivíduo (estima-se que 50% das pessoas que sofrem desse mal, não são capazes de trabalhar normalmente).

O que é a Síndrome da Bexiga Dolorosa?

Também conhecida como cistite intersticial, é uma doença onde há uma alteração da camada epitelial, que reveste a porção interna da bexiga e que normalmente deveria ser impermeável. Nessa doença, a bexiga fica permeável à urina e acaba absorvendo toxinas. Esse processo faz com que sua camada protetora seja gradativamente destruída.

Sintomas

A doença pode se manifestar de formas diferentes, mas o principal sintoma é a dor pélvica ou vesical. Esse sintoma pode ser acompanhado de desconforto púbico e nictúria (que é a eliminação de urina aumentada no período noturno), dor ao urinar ou nas relações sexuais, sensação de espasmo na bexiga e pressão suprapúbica.

A dor na região pélvica é a manifestação inicial da doença

Causas

As causas ainda não são completamente conhecidas. Estudos apontam que a etiologia dessa enfermidade é multifatorial, ou seja, não há um único fator que desencadeie a doença e sim a associação de vários fatores que, juntos, resultam no aparecimento deste mal.

Os fatores envolvidos são alterações de ordem neurológica, psicológica, autoimune, hormonais, infecções urinárias, ingestão elevada de café e até exposição prolongada ao frio.

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Diagnóstico

O diagnóstico é feito através da clínica. Ou seja, pela anamnese, exame físico do paciente e exclusão de outras hipóteses diagnósticas. O que geralmente acontece é que a doença pode ser confundida com outras, e o diagnóstico correto acaba demorando até cinco anos para ser feito. Nesse meio tempo, entre a procura de auxílio médico e o diagnóstico preciso, o paciente é submetido a tratamentos que são inadequados para a cistite intersticial. Esse é o caso da antibioticoterapia, mesmo na ausência de positividade na urocultura, e que pode ser prejudicial em outros aspectos da saúde.

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