Sindicato de SP acusa McDonald’s de exploração de funcionários

O Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços em Geral de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação Preparada e Bebida a Varejo de São Paulo e Região…

O Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços em Geral de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação Preparada e Bebida a Varejo de São Paulo e Região (Sinthoresp) está acusando a rede de lanchonetes McDonald’s de exploração de seus funcionários. A acusação foi feita em audiência pública ocorrida hoje, segunda-feira no Senado, promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH).

A denúncia inclui que a direção utiliza-se do que chamam de jornada de trabalho “móvel e variável”, nas quais nos horários de menor movimentação, a rede faz com que alguns de seus funcionários permaneçam em uma “sala de descanso”, para ficarem a disposição da empresa, mas sem receber pelo tempo que permanecem no local.

As acusações também incluem a denúncia de que os empregados, em alguns meses recebem menos de R$ 230, incluindo até vídeos de uma funcionária que conversava com candidatos a emprego, falando sobre a variação salarial, que seria de R$ 380 a R$ 400, além de um ex-funcionário não identificado afirmando que o maior salário recebido foi de R$ 230.

O diretor de Relações Governamentais do McDonald’s, Pedro Parizi, que estava presente na reunião afirmou que a rede “talvez tenha cometido um ou outro deslize” mas nada que seja de má fé, e ressaltou ainda que as exceções não podem ser transformadas em marcas negativas. Ressaltou o investimento anual de R$ 40 milhões feitos no treinamento dos funcionários e de também ser a primeira oportunidade no mercado de trabalho para aproximadamente 2.000 jovens. Declarou também que está disposto a dialogar, afirmando que a rede vem adotando procedimentos para evitar ocorrências do gênero.

O presidente da Sinthoresp também declarou estar aberto ao diálogo.

A rede divulgou posteriormente em nota oficial que realiza o pagamento das horas em que os funcionários permanecem à disposição do restaurante e que paga o piso salarial determinado por sindicatos locais, cujo valor varia de acordo com a cidade onde atua, mesmo os que optam por jornada “part-time”.

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