São Paulo e Rio de Janeiro suspendem aumento da tarifa do transporte público

Depois de vários dias de protestos, eis que as populações das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro tiveram suas reivindicações ouvidas: ambos…

Depois de vários dias de protestos, eis que as populações das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro tiveram suas reivindicações ouvidas: ambos os municípios acabaram de anunciar a suspensão do aumento das tarifas de transporte público.

Em coletiva feita hoje, Rio de Janeiro e São Paulo anunciaram a suspensão do aumento de tarifas (Imagem: Divulgação)

Ambos os anúncios foram feitos agora através de entrevistas coletivas nos respectivos municípios. Com a medida, as tarifas de ônibus, trens, metrôs e barcas deixam de contabilizar os polêmicos aumentos. No Rio de Janeiro, os preços passaram de R$ 2,95 para R$ 2,75 e em São Paulo, de R$ 3,20 para R$ 3,00. Os preços serão válidos a partir da próxima segunda-feira.

Em São Paulo o anúncio da suspensão foi feito pelo Governador Geraldo Alckmin e pelo Prefeito de São Paulo Fernando Haddad enquanto no Rio de Janeiro foi realizado pelo prefeito Eduardo Paes. As autoridades do Rio de Janeiro e de São Paulo anunciaram que a suspensão deste aumento implicará no corte de outros investimentos já planejados, visto que o tesouro dos municípios terão de arcar com os custos.

Os protestos estouraram em diversas cidades brasileiras contra o aumento das passagens. (Imagem: Divulgação)

Ambas as suspensões acontecem em resposta aos reivindicações organizados pelo Movimento Passe Livre, que organizou diversos protestos desde o dia 06 de junho, que na primeira ocasião conseguiu reunir dois estudantes. Com o passar dos dias o movimento conseguiu angariar mais manifestantes e deu início a uma série de protestos que sacudiu o Brasil em diversas grandes cidades, colocando no vocabulário do brasileiro expressões como Revolta do Vinagre,  angariando apoio de diversas celebridades nacionais e internacionais e também incentivando protestos em outros países como forma de apoio. Também colocou em voga outras causas como os gastos públicos com a Copa do Mundo de 2014, e a votação da polêmica PEC 37.

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Rio de Janeiro e São Paulo não foram as primeiras cidades a reduzir suas tarifas, como foi caso de Recife, Curitiba, Cuiabá, Pelotas e Porto Alegre.

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