Ricardo Teixeira deixa presidência da CBF

Ricardo Teixeira, nesta segunda-feira, depois de 23 anos de gestão, renuncia a presidência da  CBF. Através de uma carta lida por seu sucessor,  José…

Depois de 23 anos na presidência, Ricardo Teixeira renuncia

Ricardo Teixeira, nesta segunda-feira, depois de 23 anos de gestão, renuncia a presidência da  CBF. Através de uma carta lida por seu sucessor,  José Maria Marin, ele menciona que foi criticado nas derrotas  e subvalorizado nas vitórias. Diz também que fez o que estava ao seu alcance, mais presidir uma paixão nacional não é uma tarefa fácil.

José Maria Marin assumira seu cargo até 2014, quando termina o mandato de Ricardo Teixeira, sendo realizada uma nova eleição. Ricardo não resistiu a denúncias apresentadas pela série de reportagens exibidas pela rede Record, em junho de 2011  e pelo documentário da BBC, exibida um mês antes, na qual o acusaram de ter recebido propina da Suíça. Não são as primeiras e nem as ultimas acusações contra Teixeira.

O ex-presidente tem algumas acusações polêmicas em seu histórico. Em 1991, antecipou as eleições previstas para o ano seguinte com a intenção de impedir a participação dos clubes de votar. Em 1994 foi acusado de ordenação e liberação, sem o pagamento de impostos de aparelhos eletrônicos, supostamente comprados pelos atletas campeões da Copa do Mundo.

Em 2009, também teve seu nome ligado ao então superfaturamento de uma das empresas envolvidas no amistoso entre Brasil e Portugal. A empresa Ailant, que pertence a seu amigo pessoal Sandro Rosell, teria superfaturado os gastos do evento ocorrido.

Na gestão de Ricardo, a seleção brasileira conquistou duas Copas do mundo, ( 1994 e 2002), cinco Copas Américas  (1989, 1997, 1999, 2004 e 2007) e três Copas das Confederações (1997, 2005 e  2009).

O sucessor de Ricardo, José Maria Morin de 79 anos, é advogado e ex-jogador de futebol. Também chefiou a Copa do Mundo de 1986, no México e já substituiu Paulo Maluf no governo de São Paulo, em 1882. Marin também assumirá o cargo no COL (Comitê de Organização Local), em 2014, na Copa do Mundo.

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Em sua carta, Teixeira não citou as corrupções que envolvem seu nome, apenas ressaltou o que considera os pontos positivos de sua gestão.

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