Reparar uma irregularidade em células cerebrais pode curar a esquizofrenia, diz estudo

Especialistas americanos descobriram que a atuação irregular de um processo celular no cérebro está diretamente associado à esquizofrenia. De acordo com a pesquisa medicamentos…

Por Editorial MDT em 29/12/2011

Imagem: (Foto Divulgação)

Especialistas americanos descobriram que a atuação irregular de um processo celular no cérebro está diretamente associado à esquizofrenia. De acordo com a pesquisa medicamentos já estão na etapa final de criação, voltados ao processamento de outras doenças, podem ajudar a inibir os sintomas da esquizofrenia.

Apesar de a doença não ser hereditária, o problema está no DNA dos pacientes, de acordo com os  cientistas do Instituto de Pesquisas Scripps, na Califórnia, nos Estados Unidos. A espiral que possui o código genético está ‘muito apertada’ nas células daqueles que possuem esquizofrenia, de acordo com os pesquisadores. Trata-se de uma falha epigenética, o que significa que o DNA não foi deformado, porém trabalha de forma errada.

Uma composição de proteínas chamada histona dá ao DNA a aparência espiralada. “Há tanto DNA em cada célula do corpo que ele nunca poderia caber nelas a menos que fosse bem embalado”, explica Elizabeth Thomas, neurocientista que comandou a pesquisa. As histonas passam por alterações químicas para afrouxar e comprimir a espiral e mostrar ou não genes que precisam ser usados.

Se genes que deveriam ser mostrados ou não, o corpo apresenta implicações como as doenças de Huntington e Parkinson ou predisposição para vício em drogas.

Relaxamento

A equipe de Thomas estava analisando o papel da ecetilação das histonas, como é chamado o relaxamento na gíria científica, na doença de Huntington. Em pesquisas anteriores, eles haviam apontado que determinados genes em pacientes com Huntington e esquizofrênicos eram muito menos ativos do que em indivíduos saudáveis. Assim, os pesquisadores decidiram analisar se o mesmo método provocava as duas doenças.

Eles estudaram cérebros de esquizofrênicos e de indivíduos saudáveis após a morte. Em comparação com cérebros saudáveis, os cérebros de pessoas com esquizofrenia apresentaram níveis desprezíveis de acetilação, em amostras da histona, o que impediu o procedimento de determinados genes. Ou mais precisamente, o DNA nesses indivíduos estava mais comprimido.

Tratamento

Os cientistas não sabem o que acarreta a falha na acetilação, mas podem conseguir reverter o problema. É a finalidade de drogas que estão na etapa final de criação em diversas clínicas pelo mundo. Sua aplicação pode curar a esquizofrenia, principalmente em pacientes jovens, de acordo com Thomas. Os medicamentos que existem hoje em dia tratam somente seus sintomas e acarretam efeitos colaterais severos, como é o caso da diabetes.

As possibilidades podem ser ainda maiores, já que alguns dos déficits cognitivos que torturam os idosos parecem ser bastante idênticos biologicamente com a esquizofrenia. Os remédios devem começar a ser examinados em humanos em breve, mas normalmente é preciso vários anos para sua aceitação pelos órgãos de controle governamentais.

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