Projeto que obriga estudantes de medicina a trabalharem no SUS: entenda

Quem começar a estudar medicina em 2015 terá mais anos de especialização pela frente. Depois de tantos pedidos pela melhora da saúde, a presidente…

Quem começar a estudar medicina em 2015 terá mais anos de especialização pela frente. Depois de tantos pedidos pela melhora da saúde, a presidente Dilma Rousseff, e seus ministros, se reuniram e tomaram medidas em prol desse setor. Agora, estudantes de medicina vão ter que atuar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) durante 12 meses.

Médicos protestam contra novidades do Governo na área da saúde (Foto: Divulgação)

Estudantes de universidades públicas e privadas terão que trabalhar no SUS

Universidades de medicina públicas e privadas terão que cumprir com essa determinação. A medida visa uma melhora no setor a longo prazo, já que acredita-se em uma humanização dos profissionais que atuam no SUS no começo da carreira, além de aumentar o número de atendimentos realizados.

Os alunos vão começar esse segundo ciclo de formação em medicina somente em 2021, quando estiverem completado os seis anos de formação. O governo federal lançou na última segunda-feira, 8 de julho, o programa “Mais Médicos para o Brasil”, que tem como resolução essencial essa formação mais extensa dos médicos.

Os médicos terão que atuar dois anos no SUS antes de se formar (Foto: Divulgação)

Conselho de Medicina terá 180 dias para regulamentação das normas de formação médica

Atualmente, o curso de medicina conta com quatro anos de formação teórica e dois de estágio obrigatório em regime de internato, totalizando seis anos. Porém, a partir de 2015, os estudantes de medicina continuarão a fazer um curso de seis anos, contando com um período similar a um estágio no SUS. O Conselho Nacional de Educação (CNE) terá um período 180 dias para regulamentar esse segundo ciclo do curso, definindo as regras preliminares.

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Muitos médicos são contra esse modelo de formação, copiado da Suécia e Inglaterra, pois acham que abrirá margens para que esses profissionais sejam, de certa forma, explorados. Mas o discurso do governo é que a formação dos médicos ficará mais completa. Dados do Ministério da Saúde mostram que 80% dos problemas de saúde podem ser resolvidos pelo serviço de atenção básica, que esses jovens profissionais poderiam fazer.

Diferentemente do que acontece quando o estudante faz a residência, que são aqueles dois anos de especialização em uma determinada área, o ciclo em que o aluno ficará no SUS servirá como uma formação generalista. Os estudantes receberão uma bolsa, se forem de universidades públicas, e se forem de instituições públicas não terão que pagar a mensalidade durante esses dois anos de estudo.

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