Pressão arterial deve ser examinada nos dois braços, diz estudo

Pressão arterial deve ser examinada nos dois braços, diz estudo

Uma análise de 28 levantamentos, aponta que os médicos deveriam medir a pressão arterial nos dois braços do paciente – e não somente em…

Por Editorial MDT em 01/02/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Uma análise de 28 levantamentos, aponta que os médicos deveriam medir a pressão arterial nos dois braços do paciente – e não somente em um, como acontece na maior parte das clínicas. Isso porque medidas distintas de pressão entre os braços direito e esquerdo podem advertir um risco majorado de doença vascular periférica. A análise foi administrada pelo Dr. Christopher Clark, da Universidade Exeter na Grã-Bretanha, e publicada na versão online da revista The Lancet.

Essa prática já tinha sido apontada nos procedimentos de hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia – o último atualização foi divulgado em 2010. A norma recomenda que na primeira consulta os especialistas examinem a pressão nas quatro partes do indivíduo: nos dois braços e nas suas pernas. Porém, isso nem sempre ocorre.

A análise dos levantamentos apontou que uma alteração de pressão sistólica superior à 15 milímetros de mercúrio (mm Hg), entre ambos os braços, está ligada ao maior risco de apresentar uma das artérias parcialmente obstruída. Seria a ocorrência, por exemplo, de uma pessoa apresentar a pressão arterial 12 por 8 (120 mm Hg por 80 mm Hg) em um dos braços e 14 por 8 (140 mm Hg por 80 mm Hg) no outro. A diferença de 140 para 120 que é de 20, representa que a pessoa deveria ser orientada a realizar análises mais específicas.

No Brasil, o regulamento recomenda uma verificação mais aprofundada somente nos casos em que a medição da pressão proporcionar uma diferença acima de 20 mm Hg entre os dois braços. “Um dos pontos mais importantes desse estudo é que a diferença de pressão entre os dois braços considerada perigosa é de 15, enquanto aqui no Brasil o valor é 20. Talvez a gente tenha de rever as diretrizes e também baixar esse número”, adverte o cardiologista Luiz Aparecido Bortolotto, diretor da Unidade Clínica de Hipertensão do InCor.

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