Preservativo feminino gratuito pelo SUS

O preservativo masculino é mais popular e utilizado pelo casal durante uma relação sexual. Por causa da resistência de alguns homens, alguns parceiros acabam…

Por Élida Santos em 21/03/2012

A iniciativa pretende estimular o uso do preservativo feminino (Foto: Divulgação)

O preservativo masculino é mais popular e utilizado pelo casal durante uma relação sexual. Por causa da resistência de alguns homens, alguns parceiros acabam deixando de se prevenir. Para ampliar as possibilidades do público feminino com relação a prevenção, o Ministério da Saúde inicia uma campanha em maio dessa ano, onde 20 milhões de camisinha femininas serão entregue no decorrer de 2012. O projeto vai priorizar as comunidades com maior exposição as doenças sexualmente transmissíveis.

O programa tem como público-alvo mulheres em situações de violência doméstica e/ou sexual, profissionais do sexo, pessoas com HIV/AIDS, pacientes do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, usuárias de drogas e seus parceiros, segundo a pasta. Também estão entre as prioridades do programa pessoas de baixa renda e usuárias do serviço de atenção à saúde da mulher que tenham parceiros que se neguem a usar preservativo.

O preservativo começou a ser vendido em 1997, no Brasil (Foto: Divulgação)

No total foram gastos R$ 27,3 milhões, sendo o preço unitário R$ 1,36. De acordo com o Ministério da Saúde, esta é a primeira compra realizada pelo Governo Federal de camisinhas femininas de terceira geração, ou seja, compostas por borracha nitrílica. O preservativo específico para mulheres chegou no mercado brasileiro em 1997, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a comercialização do item em solo nacional.

Durante toda a história das camisinhas femininas, cerca de 16 milhões de unidades foram comercializadas no Brasil. Com a distribuição de 20 milhões de peças do preservativo, em 2012, o uso do produto deve aumentar 25%. Uma pesquisa realizada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais em 2008 apontou que cerca de 90% das mulheres sexualmente ativas no país conhecem ou pelo menos já ouviram falar da camisinha feminina. Segundo a pasta, estudos demonstram que saber onde adquirir a camisinha é um fator determinante para o seu uso e que mulheres que não sabem onde encontrar o item possuem 81% a menos de chance de se proteger no ato sexual.

Top