Pais: Modelos, Mestres e Amigos

Se você pretende criar esses filhos bem adaptados com os que todo o mundo sonha, não poderá continuar sendo “você mesmo”. Todos os pais que…

Se você pretende criar esses filhos bem adaptados com os que todo o mundo sonha, não poderá continuar sendo “você mesmo”. Todos os pais que se relacionam bem com os filhos, assumem três papéis:

  1. Um modelo positivo.
  2. Um mestre.
  3. Um amigo.

O modelo positivo

Um modelo é alguém a quem se respeita e com quem se quer parecer. É possível que seu modelo seja essa sua vizinha que educou cinco filhos até que todos chegassem a ser bons profissionais. Talvez, seja um personagem fictício. Batman era um excelente modelo. Ou talvez, o seu modelo seja sua mãe ou seu pai. Quem quer que seja, é alguém com quem você deseja se parecer, alguém que tem o apreço das outras pessoas.

A razão para ser um modelo positivo é óbvia: seus filhos o vêem como um exemplo do modo de comportamento que deverão ter. Sem considerar quais sejam seus costumes e sua conduta, você pode estar certo de que seu bebê o observa e entende que essa é a conduta que deve imitar. O que você faz exerce um impacto direto: positivo ou negativo.

Os maus hábitos são herdados. Você tem algum mau costume que não o deixaria orgulhoso se os seus filhos o exibissem diante dos amigos? Então, mude de hábito. Você acha, por acaso, que seus filhos sabem que não devem utilizar uma linguagem vulgar? Alguns pais dizem: “Faça o que eu digo, e não o que eu faço”. Essa atitude não funciona na vida real. Não façam nem digam coisas que não queiram que seu filho faça ou diga no colégio.

Um bom modelo não tem que ser uma pessoa perfeita em todos os sentidos. Se você pode caminhar sobre a água, maravilha! Do contrário, você deve tratar de fazer coisas que sabe que são corretas. Você se aborrecerá; isso acontece. O importante é se desculpar mais tarde, ou explicar aos seus filhos qual a razão do aborrecimento. Para os filhos é saudável saber que seus pais se alteram e se aborrecem. Isso acontece com todo mundo. O importante é a maneira como você lida com esses sentimentos.

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Um mau modelo não é necessariamente uma má pessoa. Os maus modelos costumam ser as pessoas escravas do trabalho, as pessoas alcoólicas, as pessoas que consomem drogas psicotrópicas, ou qualquer pessoa que priorize o material à sua família (é o pai, ou mãe, descuidado).

Ser um bom modelo significa não fumar, não maldizer, não se embriagar, não mentir, não trapacear, não atravessar farol vermelho, não roubar, não gritar (pense agora em seu hábito desagradável), etc.

O mestre sempre presente

O cérebro de seu filho absorve tudo que você faz e diz. Quer você queira ou não, isto acontece, de modo que, bem vindo ao seu segundo papel como pai/mãe: o papel de mestre. (E se você pensa que os professores dos colégios são mal pagos, imagine só! Em seu novo papel de mestre você vai trabalhar mais duro que qualquer professor, sem receber um único tostão!)

Desde o dia em que nascem, seus filhos observam e aprendem com suas ações e com seu comportamento. Seus pequenos aprendem quando você fala com eles, quando você faz coisas com eles e quando você está com eles. Você os ensina como devem reagir quando o leite derrama ou quando alguém conta uma piada; você os ensina o que devem fazer quando caem e todas as outras coisas com que conviveremos durante a vida.

Se você se mostra calmo, tranquilo e não reage exageradamente quando, por exemplo, quebra um prato, com toda probabilidade, seus filhos serão calmos e tranquilos. Se você é nervoso e tenso, provavelmente seus filhos serão assim.

O bom amigo

Como os pais podem ser amigos e continuar sendo pais? Mesmo que os filhos e seus pais sejam como água e azeite, podem conseguir ser amigos. Isto quer dizer passar tempo juntos fazendo coisas. Jogar, rir e chorar juntos. Os bons pais fazem com que estas coisas sejam divertidas, como fazem os bons amigos.

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Ser um bom amigo de seus filhos também significa que você os aceita como eles são. Não é mostrar suas deficiências nem insistir nelas, mas ajudá-los a desenvolver os talentos que eles têm. Quando animamos nossos filhos, não só demonstramos que somos bons amigos, mas também que os ajudamos a desenvolver a própria confiança.

Elogie sempre seus filhos e os filhos de outras pessoas. Isto, claro, se refere ao elogio realista. Uma palavra amável ou uma batidinha nas costas podem ser consideradas elogios. Fazer um comentário sarcástico para uma criança na frente de seus amigos – mesmo que seja como uma brincadeira – produz resultados negativos: menospreza a criança e lhe ensina que o certo é fazer com os outros o mesmo que você está fazendo com ele.

Deixe que seus filhos o “ajudem”, inclusive se isto significa deixar que esparramem farinha por toda a cozinha quando você está preparando a comida. Sair juntos para as compras e depois limpar a casa também pode ser divertido. Esta estratégia não só é útil para lhes ensinar que o trabalho pode ser feito com alegria; também aprendem habilidades e você aproveita seu tempo desenvolvendo esta relação.

Pense no seu melhor amigo. Como essa pessoa se tornou seu melhor amigo? Provavelmente vocês passaram muito tempo juntos, se divertiram, e, antes que se dessem conta, já eram amigos. O mesmo pode ocorrer com seus filhos. A época de criá-los não é precisamente a mais adequada para ser egoístas com nosso tempo ou com nossa energia. É a época de criar tempo para nossos filhos.

Se seus filhos são seus amigos, é mais provável que compartilhem com você seus problemas e suas preocupações sobre o colégio, as pressões dos companheiros, ou das outras coisas que inquietam as crianças. Para seus filhos será muito mais fácil compartilhar com você seus problemas se eles o vêem não só como um pai, mas como um amigo.

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