Os Vilões Inesquecíveis das Novelas Brasileiras

Que brasileiro curte assistir novela, isso não é mais novidade para ninguém, mas já reparou como os mocinhos e mocinhas tem ficado para trás…

Que brasileiro curte assistir novela, isso não é mais novidade para ninguém, mas já reparou como os mocinhos e mocinhas tem ficado para trás na preferência do público nos últimos tempos? Isso mesmo: se os vilões despertavam uma certa simpatia, mas que muitos não achavam certo expor, agora eles estão tomando a dianteira na preferência do telespectador.

Você é um deles? Então provavelmente vai gostar dessa seleção de vilões inesquecíveis das tramas brazucas. Confira:

– Bia Falcão (Belíssima – 2006):

Interpretada por Fernanda Montenegro, Bia Falcão era arrogante e mesquinha. Também era conhecida pela gentileza e cortesia com a qual tratava pessoa de classes sociais mais baixas: Um de seus principais ensinamentos era de que “pobreza pega” – aliás, virou hit no YouTube.

Não media esforços para afastar seus netos de pessoas de classes sociais que julgava inferiores usando até mesmo de atentados, como planejou contra Vitória (Cláudia Abreu), viúva de seu neto Pedro (Henri Castelli). Também gostava de importunar sua outra neta, Júlia (Glória Pires), comparando-a com a falecida mãe: uma modelo internacional. O resultado desta comparação era sempre um banho de água fria para a autoestima da moça.

Muitos crimes e maldades depois, Bia não foi punida. Pelo contrário: ela fugiu para Paris tendo a companhia de Matheus (Cauã Reymond) como seu amante.

– Flora Pereira da Silva (A Favorita -2009)

Se houvesse um ranking das vilãs mais malvadas, Flora poderia competir facilmente com todos os adversários, tanto em maldade quanto em bizarrice. Vivida por Patrícia Pillar, Flora começou como quem parecia ser uma heroína injustiçada, saindo da cadeia após cumprir pena pela morte de Marcelo – marido de sua amiga Donatela (Cláudia Raia) e seu amante – e buscando retomar o contato com sua filha, Lara (Mariana Ximenes) porem este não era o caso.

Em um jogo do autor Emanuel Carneiro para dar um gás na trama, logo se revelou uma mestra em maldades, cometendo assassinatos como quem troca de roupa e tentando destruir sua ex amiga Donatela (Claudia Raia) e ambicionando tudo que era da outra.

A vilã também era conhecida por seus dotes como cantora, afinal Flora e Donatela eram a famosa dupla sertaneja Faísca e Espoleta: o problema era que Donatela cantava muito melhor do que ela. E dá-lhe Beijinho Doce.

– Horácio Cortez (Insensato Coração – 2011):

O banqueiro interpretado por Herson Capri não conhecia limites em nenhum sentido. Traiu, roubou, subornou, comandou diversos esquemas, matou – ou melhor, mandou matar inclusive a própria esposa – com todo garbo e elegância possível em situações do gênero, mesmo com uma fuga espetacular do presídio onde estava em custódia. No final, seus atos tiveram consequências: foi sua própria soberba e arrogância que o levaram de volta a prisão, para pagar definitivamente por seus crimes.

– Laura Prudente da Costa  (Celebridade – 2003):

Mais conhecida como “cachorra”, a personagem de Claudia Abreu não media esforços para destruir a produtora e empresária Maria Clara Diniz (Malu Mader) e enfim tomar o seu lugar. Para isso, contou com a ajuda de seu amante Marcos (Marcio Garcia), carinhosamente apelidado por “michê” e com quem tinha uma química explosiva.

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Começou se aproximando como se fosse uma fã, conseguiu um emprego para trabalhar ao seu lado e em seguida colocou as garras de fora, tirando tudo que era de Maria Clara, porém a farra não durou: Laura e Marcos foram baleados e mortos por Renato Mendes, outro vilão daqueles e que era apaixonado pela moça, a quem chantageava e também era chantageado.

– Leonardo Brandão (Insensato Coração – 2011):

Vivido por Gabriel Braga Nunes, Léo tinha desejo de subir na vida custe o que custasse. Aplicou diversos golpes: um deles resultou em um acidente que matou a namorada de seu irmão Pedro (Eriberto Leão) e mandou o rapaz para a prisão, além do roubo a casa do patrão da técnica de enfermagem Norma (Glória Pires), pelo qual ela foi acusada e cumpriu pena. Estes foram apenas os principais, pois o leque de crimes e golpes e até assassinatos foi bem amplo. Tudo isso ao som de Satisfaction, a célebre música dos Rolling Stones que caia como uma luva para tais ocasiões.

Porém, o negócio é crime e castigo. Este começou através das mãos de Norma, que estava disposta a tudo para se vingar. Depois de pastar um pouco nas mãos dela e prestes a ser descoberto novamente acaba forjando a própria morte e gerando um bordão: “Pronto, morri”.

A fuga durou pouco: Léo acaba sendo pego e levado para a mesma casa de detenção onde está Cortez (Herson Capri). Acaba sendo morto em uma emboscada arranjada pelo banqueiro. Uma vingança já que ele o denunciara anonimamente pelas falcatruas em seu banco.

– Leôncio Almeida (Escrava Isaura – 1976)

O personagem vivido por Rubens de Falco era cruel; o fazendeiro e senhor de escravos estava acostumado a ter tudo aquilo que queria, e quando desejava algo não tinha o menor escrúpulo. Com esse histórico, é possível notar que ele não aceitava muito bem a ideia de ouvir um “não” então imagine o que aconteceu quando ele se apaixonou por Isaura (Lucélia Santos)?

A moça era uma escrava branca que pertencia a sua mãe e pelo qual tinha grande carinho, a ponto de lhe deixar uma carta de alforria para a moça antes de morrer, e as tentativas de Leôncio começaram em esconder o documento para mantê-la sob sua propriedade. Inconformado com o “não”, usou de jeitinho muito delicado como atormentar a jovem, obriga-la a trabalhar na fazenda e coloca-la no tronco, mas é claro: a justiça divina – leia-se o autor – o fez pagar: completamente falido e sem Isaura, o fazendeiro acabou se matando.

– Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque (A Indomada – 1997)

Interpretada por Eva Wilma, Altiva era soberba e puritana: gostava de usar expressões regionais misturadas ao inglês e seguia rígidos preceitos da moral e dos bons costumes, implicando com as prostitutas da cidade. Também não media esforços em espezinhar o marido e a qualquer pessoa que estivesse em seu caminho, especialmente sua cunhada Eulália (Adriana Esteves), e mais tarde, a sobrinha Helena (Adriana Esteves).

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Seu final é lendário: após tentar matar a sobrinha causando um incêndio, é Altiva quem se torna vítima de seu próprio plano. Ela morre, vira fumaça e seu rosto toma conta do céu de Greenville a noite, em meio a gargalhadas e planos de vingança, como toda boa – má – vilã gostaria de terminar.

– Maria de Fátima (Vale Tudo – 1988)

A personagem de Glória Pires estava muito longe de ser uma pessoa legal. Tendo como grande plano de vida a ascensão social, ela não media esforços em busca de seu objetivo. Tramava contra a própria mãe, roubando sua casa e ainda tramando para separá-la de seu grande amor. Apesar de tudo, ela não foi castigada por seus atos, como costuma ser hábito dos autores, casando-se com um príncipe italiano e indo morar no exterior.

– Nazaré Tedesco (Senhora do Destino – 2004)

Linda, loira, lendária e completamente bizarra. Não há melhor forma de definir o que foi o papel de Renata Sorrah na pele desta vilã. Para fisgar um marido, a ex prostituta sequestrou Lindalva (Carolina Dieckamnn), filha de Maria do Carmo (Susana Vieira), e fingiu que era sua filha legítima. A sua estreia como assassina foi justamente com seu marido, quando ele descobriu a verdade sobre Lindalva, com uma ajudinha e tanto da famosa escada pela qual pelo menos metade dos mortos nessa novela passou – ou rolou, que seja.

Além de um talento único para dar apelidos carinhosos, como “anta nordestina” e “macarrão sem molho”, ela também ficou conhecida por sua vaidade, que faziam o seu visual completamente característico. Já o seu fim foi tão grandioso quanto sua passagem na galeria de vilões brasileiros: após tentar roubar o bebê de Lindalva, a loira morreu ao se jogar de uma ponte com mais de 90 metros de altura.

– Odete Roitman (Vale Tudo – 1988)

Rica e poderosa, a personagem interpretada por Beatriz Segall tinha uma bela pitada de Caco Antibes e odiava pobres. Também desprezava o Brasil e seus habitantes, especialmente quando não escondia sua insatisfação em encontrar um deles no exterior. Sua morte, que aconteceu na fase final da trama, parou o país e é lembrada até hoje.

– Raquel (Mulheres de Areia – 1993)

Interpretada por Glória Pires, a irmã gêmea de Ruth só poderia ser distinguida por sua personalidade. Ambiciosa e má, Raquel roubou o namorado de sua irmã para ascender socialmente enquanto ao mesmo tempo tinha um amante. Uma de suas maldades preferidas era zombar de Tonho D’a Lua (Marcos Frota) e destruir suas esculturas de areia. Como era de se esperar, seu final não foi feliz: Raquel morreu em um acidente de carro e deixou o caminho livre para todos ficarem em paz.

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