Os Periódicos e a Moda

Tradicionalmente, as mudanças que ocorriam na moda eram repassadas pela Europa através de ilustrações coloridas e impressas em folhetins, jornais e revistas. Lá pelo…

Tradicionalmente, as mudanças que ocorriam na moda eram repassadas pela Europa através de ilustrações coloridas e impressas em folhetins, jornais e revistas. Lá pelo final século

XVIII, essas publicações ficaram muito numerosas e bem procuradas. Na verdade, essas transformações que aconteciam na moda se tornaram mais freqüentes e com mais rapidez, devido ao aumento no número de publicações e, por conterem muitas imagens e figuras, chamavam atenção.

Em meados do século XIX, as revistas e jornais de moda abriram espaço para os estilistas, tais como Charles Frederick Worth, que tinham como objetivo criar um estilo que seria de fácil identificação para um tipo específico de clientela.

Weldon's Ladies Journal de 1912

Em 1861, começou a circular em Londres uma revista chamada Queen e, logo em seqüência, em 1867, veio a Harper’s. Ambas eram exemplares de grande influência na população. A primeira revista de moda americana foi a Weldon’s Ladies Journal, com a primeira publicação em 1875. Na Autrália em 1920, lançou a The Home Journal, que incluía em seus exemplares alguns moldes para produzir em casa.

Paris era a capital da moda, e muitas revistas e periódicos eram publicados. Lucien Vogel publicava vários, como Jardin dês modes, Les feuillets d’ Aat e L’illustration dês modes, mas a que teve maior sucesso foi La gazette du bon ton, publicada de 1912 até 1925, que foi comprada pela Vogue. Ele foi o mais bem sucedido por querer fazer de suas revistas as melhores, contratando bons escritores e as ilustrações eram muito bonitas.

Em 1892, a Vogue foi fundada por Arthur Baldwin Turnure, e em 1909 foi comprada por Condé Nast. Atualmente, a revista conta com publicações em 18 lugares mundo afora, e não trata só de moda, mas também abrange diversos outros assuntos como arte, cultura, idéias e culinária.

Vogue de 1920

Antigamente, a Vogue fazia suas edições com ilustrações em suas capas, assim como a Harper’s Bazaar. Lepape Benito ilustrava para a Vogue, e Erté para a Harper’s Bazaar.

A partir das décadas de 1920 e 1930, o uso de fotografia se tornou popular e, devagar, começou a substituir a ilustração das capas. Foi nessa época que a revista decidiu se aproximar de outros públicos. Era conhecida como revista da elite, portanto novos assuntos foram inseridos nas publicações, como, por exemplo, “Vestindo com pouco dinheiro” ou então “Como reaproveitar suas roupas sem gastar”. A Vogue é tida pelas fashionistas como a “bíblia” da moda.

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Outra revista que é muito bem sucedida é a Harper’s Bazaar, que, assim como a Vogue, conta com uma tradição impecável na sua história. Também tinha como público-alvo as classes mais abastadas, suas publicações reuniam os melhores escritores, artistas, fotógrafos e designers para levar à população o que tinha de novo no mundo fashion e da beleza.

As revistas, ou os antigos periódicos, foram criados para elevar a cultura da população assim como divertir.

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