Obesidade, Um Vilão Global

A obesidade é o acúmulo de gordura no organismo, com ganho de peso correspondente. Se até alguns anos era tratada como problema estético, hoje…

A obesidade é o acúmulo de gordura no organismo, com ganho de peso correspondente. Se até alguns anos era tratada como problema estético, hoje é considerada questão de saúde pública de proporções mundiais. No Brasil, estudos do ministério da saúde indicam que 9,6% da população é de obesos. Os motivos: maior oferta de alimentos calóricos, estresse e sedentarismo.

Nos últimos dez anos, por exemplo, aumentou muito a participação da gordura na alimentação, embutida em sanduíches, na comida dos restaurantes e nos alimentos industrializados, o que se soma à redução das atividades físicas.

Os especialistas estão alarmados, e com razão, afinal a obesidade prejudica a qualidade vida e facilita o aparecimento de doenças degenerativas, como a aterosclerose (deposição de gorduras nas paredes das artérias) o diabetes, hipertensão arterial, varizes e cálculo biliar, além de elevar a taxa de colesterol e trazer o risco de males coronarianos.

A hereditariedade (carga genética herdada dos pais) representa 33% das chances de alguém que tenha pais obesos engordar. A maior parte dos casos tem origem nos maus hábitos alimentares e menos de um por cento dos casos de obesidade pode ser atribuído à disfunções hormonais.

Mas como magreza é moda, algumas pessoas acabam desenvolvendo um medo excessivo de engordar, que pode levar a doenças como a bulimia ou a anorexia nervosa. Outra disfunção é a obesidade mórbida. As pessoas enquadradas nessa categoria são aquelas que apresentam 45 kg ou mais acima do peso normal. Segundo especialistas, 70% desses casos têm componentes genéricos e 95% tendem a recuperar o peso após uma dieta.

Evitar a obesidade torna-se medida preventiva de saúde. Nos Estados Unidos, um dos principais motivos foram os cálculos feitos pelas seguradoras de saúde e entidades do setor: os números revelaram que o atendimento aos obesos é mais dispendioso do que aos não-obesos. Desde então, o assunto está cada vez mais presente na mídia. Jornais, revistas programas de TV que antes destacavam apenas o aspecto estético da obesidade agora associam a ideia do emagrecimento à saúde e tratam o obeso com mais seriedade.

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Se antes se afirmava que não adiantava caminhar menos de 30 minutos diários para começar a queimar calorias, agora se reforça a importância de qualquer tipo de atividade física diária: subir escadas em vez de usar elevador, descer do ônibus dois pontos antes de chegar ao destino, levanta-se do sofá para mudar o canal da televisão e tomar um copo d’água.

A aparência não é o único dado para avaliar se alguém esta gordo ou magro. Atualmente, o critério mais aceito é a proporcionalidade entre a ossatura os músculos e a gordura do organismo. Essa relação pode ser descoberta por meio de equipamentos sofisticados de laboratório, que eletrodos para medir os percentuais de água, ossos e tecidos. A maneira mais prática para calcular essa proporção é o IMC (índice de massa corporal), fórmula aceita pela OMS.

O IMC é obtido pela divisão do peso pela altura ao quadrado. Conforme estudos, um IMC superior a 25 aumenta a predisposição a vários tipos de doenças relacionadas à obesidade. Acima de 30, é aconselhável um acompanhamento médico.

O emagrecimento ocorre quando se ingere menos calorias do que o corpo queima, obrigando o organismo a consumir reservas de energia para realizar as funções vitais e as tarefas diárias. Na maioria dos casos a reeducação alimentar é o melhor método de reequilíbrio, pois corrige hábitos fazendo perder peso gradualmente. Dietas que prometem emagrecimento rápido costumam levar também embora a saúde.

Por isso, os especialistas alertam: dietas de menos de 1000 calorias/dia ou à base de líquidos, só devem ser feitas com acompanhamento médico. E é claro que não se pode tomar remédio algum para emagrecer sem expressa indicação médica, exames anteriores e acompanhamento constante. A única “mágica” para emagrecer com saúde é uma questão matemática: ingerir menos e gastar mais calorias!

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