O que fazer quando a criança possui um amigo imaginário

Às vezes nos surpreendemos conversando conosco mesmos em situações de dúvidas, ansiedade e medo. Portanto, é comum que as crianças também falem sozinhas, mas…

Por Editorial MDT em 06/01/2012

As crianças precisam de um amigo imaginário para compreenderem o que sentem (Foto: Divulgação)

Às vezes nos surpreendemos conversando conosco mesmos em situações de dúvidas, ansiedade e medo. Portanto, é comum que as crianças também falem sozinhas, mas diferente dos adultos, elas criam um amigo imaginário, que pode ser a personificação de objetos como bichos de pelúcia, chupetas, paninhos, cobertores, fraldas entre outros. Isso acontece em 3 de cada 10 crianças entre 3 e 5 anos de idade, porque elas precisam dividir os seus medos, tristezas e alegrias com alguém e, ao invés de conversarem com elas mesmas, criam um amiguinho. Se o seu filho age assim, saiba o que fazer quando a criança possui um amigo imaginário.

Em primeiro lugar, você deve saber que as crianças têm plena consciência de que esse amiguinho não existe e ele serve apenas para elas desenvolverem a compreensão e a elaboração de todos os seus sentimentos, principalmente os mais conflituosos como o medo, a angústia, a frustração, a raiva e a preocupação. Por isso, esse comportamento geralmente surge em situações anormais como mudanças de escola ou de casa, o nascimento de um irmãozinho, a separação dos pais ou a perda de algum ente querido.

De acordo com psicólogos, quando a criança começar a falar com o seu amigo imaginário, os pais e nenhum outro adulto deve interferir na situação, a não ser que sejam convidados a tal. Sendo assim, quando o seu filho estiver interagindo com esse amigo, chamando-o para brincar ou para jantar com ele, seja indiferente e também não reforce a presença desse ser inexistente para não causar mais confusão na cabecinha da criança. Por outro lado, se você repreendê-lo, poderá fazer com que ele se sinta desrespeitado e reprimido, porque parecerá que os seus pais estão tirando dele o recurso que ele tem para se auto-defender.

Não interfira enquanto o seu filho estiver interagindo com o seu amigo imaginário (Foto: Divulgação)

No entanto, há algumas situações que pedem por atenções maiores como: o amigo imaginário tem muita influência na vida da criança, sendo incluído em todas as brincadeiras dela; a dificuldade de convivência da criança com outras crianças; a preferência da criança pelo amigo ao invés dos familiares e a criança passar horas brincando sozinha, mesmo estando em grupo. Se uma dessas situações acontece frequentemente ou se o seu filho tem mais de 5 anos, procure por ajuda especializada.

Um amigo imaginário seria a válvula de escape das crianças, que precisam compreender os sentimentos novos que as dominam diariamente. Por isso, ele deve estar sempre ao lado delas até que elas possam entender tudo o que sentem.

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