O poder de guerra da operação que ocupou a Rocinha

Cerca de 3 mil homens participaram da operação que ocupou o território da Rocinha neste domingo. Mil Policiais Militares tiveram participação direta na favela,…

Cerca de 3 mil homens participaram da operação que ocupou o território da Rocinha neste domingo. Mil Policiais Militares tiveram participação direta na favela, outros 1,3 mil se posicionaram em pontos estratégicos do Rio de Janeiro. Além deles mais 194 Fuzileiros Navais, 160 agentes da Polícia Federal (PF), 46 agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e 186 Policiais Civis foram responsáveis por começar o processo de pacificação no subúrbio. Como “armas” a operação dispunha de 6 blindados “Caveirão” da Polícia Militar, 18 blindados da Marinha, quatro helicópteros da PM e três da PC. Sem sombra de dúvidas a operação trouxe uma equipe muito preparada, mas, felizmente, nenhum tiro foi preciso ser disparado.

A esquadra da Marinha ficou no local por apenas três horas, perceberam que seus serviços já não eram mais necessários. “Não vimos necessidade de mais. A recepção foi tranquila”, comentou um dos fuzileiros.

As crianças da Rocinha se emocionaram perante tal cena, na qual tanques subiam as ruas onde são acostumados correr e brincar. “Parecia coisa de filme!”, categorizou o menino Leandro Costas Oliveira, 11 anos, morador da favela.

Os estragos que os blindados poderiam proporcionar tornariam aquele cenário em uma verdadeira guerra – ainda bem que os traficantes resolveram não se “meter a besta” de enfrentar tais armas.

M113 é o nome do carro com capacidade para carregar até 10 pessoas. Conhecido como “Táxi de Combate”, modelos como esse foram usados na Guerra do Vietnã . Para afrontar os inimigos, uma metralhadora calibre 12,7 milímetros.

Já o Clanf (Carro Lagarta Anfíbio) chega  a transportar 25 pessoas. Com 22,6 toneladas, esse gigante é usado geralmente para levar fuzileiros de navios para a terra. A metralhadora ponto 50, capaz de atravessar até mesmo blindagem, e um lançador de granadas M275 são os equipamentos que prometam assustar os inimigos.

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O Mowag Piranha foi utilizado na missão de paz do Haiti. O que se destaca no modelo é uma torre na qual é instalada, entre outras armas, um lançador de granadas 40 milímetros. Além disso tem capacidade para carregar até 12 militares.

Com todo esse poder de guerra que subiu o morro, os traficantes não viram outra alternativa a não ser recuar.

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