O jeans que veste todo o mundo

Uma coisa é certa, todo mundo tem um par em casa: o jeans. A calça jeans é a vestimenta que mais aparece no guarda-roupa…

Uma coisa é certa, todo mundo tem um par em casa: o jeans. A calça jeans é a vestimenta que mais aparece no guarda-roupa das pessoas. Pode ser colorido, de corte reto, flare, skinny, cintura alta, baixa, intermediária. Ufa. Haja opção! Mas essa peça de roupa tão importante tem uma história que a segue. Então, senta que lá vem história!

A nossa tão amada calça jeans surgiu em 1853, uma criação de Levi Strauss, um imigrante alemão que foi parar nos Estados Unidos. Enquanto observava os trabalhadores mineiros e cowboys norte-americanos que procuravam ouro, ele notou que precisavam usar roupas bem reforçadas devido ao ambiente e tipo de trabalho.

Ele, então, resolveu fazer uma experiência e produziu algumas peças usando uma lona que tinha em mãos. As peças foram distribuídas aos mineradores e o sucesso aconteceu. A lona é um tecido muito resistente e durável, e isso agradou os trabalhadores.

Mas o tecido usado para fabricar não era confortável. Ele foi até a França buscar outra alternativa, um tecido feito com algodão mais maleável, porém, resistente e de igual durabilidade. A lona que dava vida aos jeans naquela época não era azul, era marrom! A cor azul que conhecemos só foi aplicada mais tarde, quando Levi usou a planta Indigus (o famoso nome índigo vem desta planta) como corante para tingir as peças.

A calça jeans fez bastante sucesso com os trabalhadores, justamente pela durabilidade e resistência das peças fabricadas. Os mineradores usavam os bolsos para guardarem as ferramentas, então foram acrescentados à peça os rebites de metal, para reforçar a costura. Tudo muito rústico, mas eficiente.  Somente no século XX que o jeans foi aderido ao nosso dia-a-dia.

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Após a abertura de sua fábrica, a Levi Strauss & Co, foi lançada uma linha feminina, modificaram-se modelagens e sua calça mais famosa foi nomeada de 501, por possuir 5 bolsos e por ser a primeira calça jeans. Ao decorrer do tempo, ele aperfeiçoou seus modelos, adicionando botões de metal, a etiqueta de couro no cós, a cor índigo e os bolsos traseiros vieram por último.

Mas foi na década de 1930 que o jeans ganhou notoriedade, graças aos filmes de velho-oeste com os cowboys norte-americanos. Durante a Segunda Guerra Mundial, os soldados dos Estados Unidos usavam uniformes fabricados com o brim (lá fora usa-se denim), agregando à marca uma imagem de virilidade e força.

Personalidades do cinema da década de 1950, como James Dean e Marilyn Monroe popularizaram ainda mais a criação de Levi, ao aparecerem nos filmes de Hollywood no pós-guerra. A partir daí, a vestimenta se adequou a cada momento e situação da história e também fez a sua história.

Na década de 1950, Marlon Brando e Elvis Presley deram ao jeans uma imagem de rebeldia, chegando ao rock´n´roll e ganhando um toque sensual no corpo de Marilyn Monroe. A customização do jeans surgiu no final dos anos 70, como um meio de expressão dos hippies. Não demorou para ser industrializado e adentrar as casas de milhões de pessoas.

Pode-se dizer que o jeans é a vestimenta que menos sofre com os códigos sociais, uma vez que se adequa a qualquer tipo de função e ambiente. É a peça mais clássica e atual que possuímos. A todo momento está sendo reinventada e reformada, customizada e ressurgida. A calça do momento é a flare, aquela que era conhecida como boca-de-sino, lembra? Pois é, ela voltou. Mas calma lá, ela voltou renovada, e com diferentes opções de combinações. Só não vale voltar no tempo de vez, e se fantasiar de hippie. É um pé lá e outro cá!

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