Nozes reduzem riscos de infarto e AVC

Levar ao “pé da letra” uma dieta mediterrânea enriquecida com 30 gramas de frutos secos, sendo que metade devem ser nozes, reduz em 30%…

Levar ao “pé da letra” uma dieta mediterrânea enriquecida com 30 gramas de frutos secos, sendo que metade devem ser nozes, reduz em 30% o risco de sofrer com doenças cardiovasculares e diminui em 49% a possibilidade de ser acometido por um infarto e um acidente vascular cerebral, ou o popular AVC. Segundo estudos de pesquisadores espanhóis.

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A dieta mediterrânea ajuda a proteger o coração (Foto: Divulgação)

Estudo aponta evidências dos benefícios da dieta mediterrânea

Na última segunda-feira, 25 de fevereiro, a revista The New England Journal of Medicine publicou a pesquisa, que comprova com dados de analises científicas que a dieta mediterrânea é muito eficaz. O estudo aponta que o cardápio rico em frutos do mar, azeite de oliva, frutos secos e castanhas, previne doenças primárias do coração, que é a principal causa de morte em todo o planeta.

Desenvolvimento da pesquisa da dieta mediterrânea

O estudo, que recebeu o nome de Predimed, contou com uma das maiores análises clínicas de nutrição, algo que nunca haviam sido feito no mundo. “Os resultados da pesquisa vão permitir uma mudança na política nutricional global”, disse o doutor Joaquín Arenas, que é o diretor do Instituto de Saúde Carlos III de Madri, organização que financiou a maior parte do projeto.

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As nozes fazem muito bem à saúde (Foto: Divulgação)

As análises começaram a ser realizadas em 2003 e participaram dessa pesquisa cerca de 7.447 voluntários, sendo eles homens e mulheres de 55 a 80 anos, que apresentaram um alto risco de desenvolverem doenças cardiovasculares. Os participantes foram divididos em três grupos em função da alimentação: dieta mediterrânea com frutos secos (30 gramas ao dia), dieta mediterrânea com azeite de oliva virgem e dieta baixa em todo tipo de gorduras.

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Pessoas que colaboraram com pesquisa mudaram hábitos alimentares

“O levantamento conseguiu alterar os hábitos alimentícios das pessoas que ajudavam na dieta mediterrânea”, explicou seu coordenador, o doutor Ramón Estruch, que disse que em cinco anos já observou uma redução de 30% no risco de sofrer doenças cardiovasculares, “o que muitos fármacos não conseguem”. Além dessas informações, ficou comprovado que os participantes perdiam peso e reduziam o diâmetro da cintura apesar da incorporação de azeite de oliva virgem e frutos secos na dieta.

As primeiras pesquisas sobre o assunto reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, começaram na década de 60, ao analisar algumas doenças cardiovasculares em diferentes países. Enquanto nos Estados Unidos 4,6% da população sofria do mal, na ilha grega de Creta os índices não chegavam a 0,5%, a partir disso começaram a estudar os motivos que levavam a essa diferença exorbitante.

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