Nova vacina contra a malária pode ter sido descoberta

A primeira vacina contra a malária pode, finalmente, ter sido descoberta, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (18) na revista científica The New England…

A primeira vacina contra a malária pode, finalmente, ter sido descoberta, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (18) na revista científica The New England Journal of Medicine.

A doença que deixa milhares de mortos todos os anos, principalmente crianças africanas, parece ter encontrado um rival. A vacina projetada por pesquisadores foi a primeira a apresentar bons índices de eficiência.

De acordo com o anúncio, o estudo mostrou que a vacina teve resultados positivos em 56% dos casos de malária clínica e 46% em malária severa. Isso indica que ela conseguiu reduzir pela metade os riscos de infecção em bebês de 5 a 17 meses de vida. Além disso, a mortalidade foi bastante pequena, apenas dez crianças, das oito mil que participaram do estudo, morreram.

Vacinas contra malária vêm sendo criadas há 25 anos. Essa é a primeira a possuir tais resultados. O epidemiologista Eliseu Waldman, da Faculdade de Saúde Pública da USP, afirmou que mesmo apresentando 50% de eficiência, a notícia é muito boa. “É uma boa notícia, uma potencial alternativa. Até chegar de fato à vacina falta chão. Mesmo com essa eficácia, ela pode ser considerada uma opção no futuro em lugares em que a malária é endêmica e em que as medidas profiláticas não ajudam muito, como repelentes e mosquiteiros. Na selva, por exemplo, é uma luta inglória contra o mosquito.”, disse.

O estágio da pesquisa ainda está na terceira fase e deve ser concluído e apresentado apenas em 2014. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que se as expectativas se confirmarem até lá, a doença deverá começar a ser usada em regiões da África já em 2015. Os responsáveis pela criação da vacina são as organizações GlaxoSmithKline e a Gates Foundation (fundação de Bill Gates que ajuda crianças africanas), que trabalham em parceria público-privada.

A próxima etapa deve trazer resultados correspondentes ao tempo de duração da imunidade da vacina. Outras conclusões precisam ser reavaliadas, como a incidência maior de meningite nas crianças que tomaram a vacina, fator esse que ainda é inexplicável, mas que nada indica que tenha uma relação com a vacina. Os efeitos colaterais também serão estudados mais precisamente, pois algumas crianças apresentaram febre e outras, 0,1% dos casos, convulsões.

A vacina traz esperanças em um dia conseguir diminuir o grande número de casos de malária. Segundo a OMS, 225 milhões de pessoas por ano ‘pegam’ a doença no mundo todo. Dessas, 800 mil morrem. A malária é responsável por afetar principalmente países africanos subsaarianos. No Brasil, a maior parte dos casos acontecem na Amazônia Legal. Em 2009 houve 300 mil casos no nosso país, segundo o Ministério da Saúde.

Você pode ficar a par dos detalhes da malária através de um artigo feito pelo Dr. Drauzio Varella. Para acessá-lo clique aqui.

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