Mulheres que abandonam o cigarro vivem até 10 anos a mais

Mulheres que abandonam o cigarro vivem até 10 anos a mais

O tabagismo é um hábito que traz inúmeros malefícios à saúde, e todo mundo já ouviu falar a respeito do assunto. Entretanto, nem todos…

Por Editorial MDT em 03/11/2012

O tabagismo é um hábito que traz inúmeros malefícios à saúde, e todo mundo já ouviu falar a respeito do assunto. Entretanto, nem todos acreditam que os prejuízos causados pelo cigarro são realmente significativos. Para alertar sobre a gravidade do problema, pesquisadores britânicos investigaram o resultado foi surpreendente, pelo menos para as mulheres. Fique por dentro do assunto e entenda por que as mulheres que abandonam o cigarro vivem até 10 anos a mais.

Conheça os perigos enfrentados pelos fumantes passivos.

Mulheres que abandonam o cigarro podem viver até 10 anos mais. (Foto: divulgação)

O tabagismo e a expectativa de vida

De acordo com o estudo realizado na faculdade de Oxford e publicado na revista científica Lacet, fumar até a meia idade é um hábito perigoso, capaz de reduzir consideravelmente a expectativa de vida. De acordo com os pesquisadores, as mulheres que abandonaram o cigarro antes dos 30 anos de idade apresentaram um risco 97% menor de morte prematura causada pelo vício. As chances de morrer dentro de 12 anos foi de 1,2%, enquanto que nas mulheres que fumaram durante toda a vida, este índice foi três vezes maior.

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O estudo ainda ressaltou a importância de cessar o tabagismo o mais precocemente possível, pois, quanto mais tempo as mulheres demoraram a parar de fumar, menor foi a taxa de reversão dos problemas de saúde. Outra conclusão que merece destaque foi a de que, parar de fumar antes dos 30 anos, garantiu em média, dez anos a mais na expectativa de vida.

O cigarro traz inúmeros malefícios para saúde. (Foto: divulgação)

A pesquisa

A pesquisa reuniu 1,3 milhão de mulheres entre os anos de 1996 e 2001, todas com faixa etária entre 50 e 65 anos no momento em que ingressaram no estudo. Da população total, 20% eram tabagistas, 28% tinham parado de fumar e 52% não faziam uso do cigarro. Cada uma foi acompanhada pelos pesquisadores durante 12 anos.

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Os dados colhidos após 3 anos do início do projeto já eram alarmantes, pois, segundo os pesquisadores, quem fez uso do cigarro apresentou chance três vezes maior de morrer, nos próximo 9 anos. Isso significa que quase dois terços de todas as mortes de mulheres tabagistas entre 50 e 70 anos, são causadas por problemas relacionados ao tabagismo, como câncer de pulmão e laringe, doenças do coração e doenças pulmonares crônicas.

A diferença entre um pulmão saudável e o de um tabagista é marcante. (Foto: divulgação)

As principais conclusões deste estudo científico são que os problemas consequentes ao tabagismo e o risco que ele representa para a saúde são muito maiores do que os estudos anteriores sugeriam, mas também que parar de fumar é uma atitude capaz de trazer muitos mais benefícios do que se pensava. Por isso, pode-se dizer que a ciência traz mais um excelente motivo para quem não resolveu parar de fumar, repensar sobre essa decisão.

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