Mitos e verdades sobre repelentes: cuide-se no verão

Os mosquitos nos rondam em qualquer estação; porém, as altas temperaturas do verão são mais propícias à sua reprodução, especialmente para o mosquito da…

Os mosquitos nos rondam em qualquer estação; porém, as altas temperaturas do verão são mais propícias à sua reprodução, especialmente para o mosquito da dengue ou pernilongos e borrachudos. Também é nesta época do ano em que as pessoas saem mais, em diferentes passeios ao ar livre, sendo muitos deles em contato com a natureza, onde há mais moscas. Usar repelentes é de extrema importância, não apenas para prevenir-se contra picadas perigosas, como para evitar o transtorno das coceiras e ferimentos, geralmente mais acentuados em pessoas com pele sensível. Conheça alguns mitos e verdades sobre repelentes e cuide-se no verão.

Repelentes industrializados são as melhores opções. Os caseiros podem não ter eficácia suficiente (Foto: Divulgação)

Mitos sobre os repelentes

Embora muitos pensem que todos os repelentes são iguais, isso é um mito. A maioria dos repelentes do mercado brasileiro têm em sua composição a substância Dietiltoluamida (o DEET) que oferecem, em média, 6 horas de proteção. É recomendado, inclusive, para crianças acima de 12 anos. Para prevenir-se contra borrachudos, pernilongos e outros mosquitos inofensivos, o DDET é eficaz; porém, contra o mosquito da dengue, por exemplo, ele pode não fazer nenhum efeito. Já os repelentes com Icaridina oferecem maior tempo de proteção (10 horas) e podem ser eficazes, também, contra o Aedes aegypti.

Outro mito tem relação com os repelentes caseiros. Se comparados aos repelentes industrializados, eles são pouco eficazes. Além disso, faltam testes que comprovem a sua proteção. Na dúvida, prefira os produtos comuns.

O repelente deve ser aplicado 30 minutos após o protetor solar (Foto: Divulgação)

A citronela, ainda que em concentração de 100%, evapora muito rápido da pele (10 minutos), sendo, também, pouco eficaz. Já as pulseiras repelentes têm pouca eficácia por protegerem uma área de apenas 4 centímetros, em média, da área aplicada.

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Não é indicado usar extrato de alho e vitamina B1, intentando exalar um odor que repele os mosquitos. O que pode acontecer, no caso da vitamina, é que a pele fique com um ferimento menos intenso, após a picada. Mesmo assim, cada organismo é de um jeito. Há pessoas que ficam com feridas desagradáveis, com uma simples picada de pernilongo; outras, mal percebem que foram atacadas.

Verdades sobre os repelentes

Os repelentes foram feitos para evaporar na pele. Portanto, não é preciso removê-los, sempre que usá-los. Com o passar das horas, caso perceba que a sua eficácia está diminuindo, basta reaplicá-lo.

Os repelentes podem fazer mal, caso entrem em contato com os olhos, boca, mucosas ou ferimentos na pele. Portanto, evite passá-lo em áreas próximas.

Aplique o repelente longe dos olhos, boca e mucosas (Foto: Divulgação)

Usar repelente com protetor solar é perfeitamente possível e não faz mal algum. Tenha apenas o cuidado de aplicá-lo 30 minutos após o protetor solar. Para que a eficácia de ambos seja garantida, nunca use repelente antes do protetor.

Abelhas, formigas e outros insetos que picam para proteger-se não são afastados com repelentes. Portanto, o melhor a fazer é ficar longe destes bichinhos.

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