Ministro da Grécia rejeita referendo sobre conservação do país na zona do euro

Nesta quinta-feira (3) o ministro das Finanças grego Evangelos Venizelos se contrapôs ao referendo sobre a continuação ou não da Grécia na zona do…

Nesta quinta-feira (3) o ministro das Finanças grego Evangelos Venizelos se contrapôs ao referendo sobre a continuação ou não da Grécia na zona do euro. O ministro informou em uma declaração que a união da Grécia com o euro é “uma vitória histórica do povo grego, que não pode ser questionada”. Chryssohoidis, por outro lado, solicitou ao parlamento que recuse o pedido de referendo.

O presidente Nicolas Sarkozy divulgou ontem, que o primeiro ministro, Giorgos Papandreu, disse que o referendo sobre o plano de resgate de seu país deve ocorrer nos dias 4 e 5 de dezembro, depois de uma reunião de emergência em Canes, que precede a reunião do G20.

Sarkozy e a chanceler Angela Merkel, durante a reunião pediram a Papandreu que o referendo se conclua o “quanto antes” e deram um aviso à Grécia para que o país resolva se permanece ou não na zona do euro. De acordo com o primeiro-ministro, o referendo pode ser preparado dentro de um mês.

O presidente e a chanceler também divulgaram que a próxima parcela de oito bilhões de euros do pacote de auxílio à Grécia não será liberada até a concretização do referendo, com fim simultâneo das incertezas e o aceite no cumprimento das obrigações com a zona do euro.

Neste mês, Atenas embolsaria uma parcela de 8 bilhões de euros, parte de um empréstimo de 110 bilhões de euros de resgate acordado por seus companheiros da União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) do ano passado.

“Se as regras de jogo não forem aceitas, nem a União Europeia nem o FMI vão entregar mais nenhum centavo à Grécia”, disse Sarkozy. “Nossos amigos gregos devem decidir se querem continuar a jornada conosco”, adicionou.

Christine Legarde, diretora-geral do FMI, também disse que o prosseguimento do empréstimo à Grécia está acoplado a decorrência do referendo. “Quando for realizado o referendo, e se forem tiradas todas as incertezas, farei uma recomendação ao conselho de administração do FMI sobre o sexto lote de ajuda para sustentar o programa econômico da Grécia”, afirmou Lagarde, em uma declaração.

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