Mesmo com a pirataria, venda de música digital cresceu em 2011

A comercialização de música cresceu 8% no ano passado, apesar da crise e da ocorrência da pirataria, de acordo com o relatório da Fundação…

Por Editorial MDT em 27/01/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

A comercialização de música cresceu 8% no ano passado, apesar da crise e da ocorrência da pirataria, de acordo com o relatório da Fundação Internacional da Indústria Fonográfica, que destaca que o mercado da música digital já representa um terço do total (32%). Em algumas nações, o negócio já excede a metade do consumo de música: 70% na China, 53% na Coréia do Sul e 52% nos EUA. O documento, apresentado no início da semana em Londres, desenha um cenário positivo, embora, como ressaltou o responsável executivo da Fundação, Frances Moore ‘é preciso fazer mais’ para eliminar a pirataria que, unido à crise, segue afetando a indústria.

Um especialista apontou seu contentamento por estes avanços sem deixar de advertir contra os riscos de cair na “complacência”, advertindo que os serviços digitais de música mais importantes estão presentes em pelo menos 58 nações. “A verdade é que as gravadoras estão criando um negócio para a música digital bem-sucedido, apesar do ambiente operacional’, disse.

Nos Estados Unidos serviços inovadores foram lançados e novos comércios foram abertos no ano passado, teve um aumento dos smartphones e tablets e o site extralegal Limewire foi fechado, o que colaborou para que ‘o mercado se aproxime da senda do crescimento’, apontou Moore. Prova disso foi o encerramento da conhecida página de downloads MegaUpload e a prisão de quatro de seus administradores no início da semana, ou do emprego da lei Hadopi na França, que considera campanhas de divulgação e penas para os infratores.

A intimidade dos usuários com os serviços legais de música digital é uma das boas notícias para a Fundação, assim como a procura de novos métodos comerciais para apresentar uma experiência melhor que a dos serviços extralegais. Outro ponto importante foi a ampliação do iTunes, maior loja virtual de entretenimento, que passou a estar presente em 58 nações no ano passado, assim como o aumento das comercializações de discos digitais, que aumentou 71% na França, 27% no Reino Unido e 19% nos Estados Unidos.

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