Médico brasileiro cria método para prognosticar linfedema

Uma pesquisa realizada por um médico brasileiro, desenvolveu um método matemático que é capaz de prever com cerca de 80% de exatidão, os riscos…

Por Editorial MDT em 13/02/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Uma pesquisa realizada por um médico brasileiro, desenvolveu um método matemático que é capaz de prever com cerca de 80% de exatidão, os riscos de desenvolvimento do linfedema. A doença atinge um terço das mulheres que lidaram com tratamento cirúrgico ou por quimioterapia para tratamento de câncer de mama. O estudo inédito será divulgado na revista médica Annals of Surgical Oncology.

O lindefema se caracteriza por um inchaço anômalo posteriormente a cirurgia de mama ou melanoma, com remoção dos linfonodos da região da axila em casos de tumores malignos. Essa ocorrência não possui cura e, normalmente, é indolor. A condição provoca uma impressão de peso na parte comprometida e é tratada com fisioterapia.

O estudo avaliou 1.1054 mulheres com câncer de mama. Todas haviam sido expostas à dissecção exilar (remoção dos gânglios linfáticos presentes nas axilas) entre 2001 e 2002, no Inca (Instituto Nacional do Câncer). Em cinco anos, a ocorrência da doença foi de 30,3%.

Foram então, criados três métodos matemáticos experimentais para prenunciar o risco de desenvolvimento do lindefema em diferentes momentos: antes da operação, logo em seguida do procedimento e após seis meses.

“Os modelos estatísticos permitem uma estimativa rápida e fácil dos riscos individuais de desenvolvimento de linfedema após a cirurgia de linfonodo axilar, em mulheres com câncer de mama. Traçando-se uma comparação, estas ferramentas são tão precisas em predizer o risco de uma mulher desenvolver linfedema, quanto a mamografia para detecção de câncer de mama”, diz José Luiz B. Bevilacqua, mastologista do Hospital Sírio-Libanês.

Segundo o especialista, os métodos poderão ser empregados como uma ferramenta prática durante a seleção do protocolo de tratamento. Isso porque ele ajuda a definir se é essencial que se evite os esvaziamento completo do sistema linfático, ou não – se a paciente apresentar alto risco para linfedema, pode ser mais seguro conservar a parte do tecido.”Ele traz ainda uma informação nova e importante: não era conhecido que evitar a quimioterapia no braço antes da cirurgia ajuda a evitar o linfedema”, diz Bevilacqua.

Controle em casa

Já está disponível na internet, um método que ajuda a paciente a controlar por si só o volume do braço. Com o aparelho, é necessário somente examinar o braço com o uso de uma fita métrica. “Quando há essa diferença, é hora de procurar um médico”, diz Bevilacqua. Após a divulgação completa da análise, o especialista apresentará ao público, também pela internet, os três métodos para prognóstico do linfedema.

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