MEC amplia currículo para melhorar ensino público

Em 2012, 1.660 colégios da rede pública de ensino aderiram ao Programa Ensino Médio Inovador (Proemi), criado em 2009 pelo Ministério da Educação (MEC),…

Alguns alunos tem dificuldades nas matérias mais fundamentais, como matemática (Foto: Divulgação)

Em 2012, 1.660 colégios da rede pública de ensino aderiram ao Programa Ensino Médio Inovador (Proemi), criado em 2009 pelo Ministério da Educação (MEC), com o intuito de reformular essa etapa do ensino, que vem sendo considerado um problema. No total, de acordo com o MEC, o programa passou a atender 10% das escolas públicas com ensino médio, o que representa uma adesão de 2.015 unidades nos 27 estados da nação.

No ano passado, segundo informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), foram reprovados no ensino médio 13,1% dos estudantes, o maior índice desde 1999, quando esse tipo de dado passou a ser analisado. A pesquisa mostra que outros 9,6% dos alunos abandonaram a escola, sendo que no primeiro ano do ensino médio, a taxa de abandono foi de 11,8%. Já os números de reprovados e desistentes no ensino fundamental foram: 9,6% e 2,8% no mesmo período, respectivamente.

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Com o projeto, as aulas ficam mais interessantes (Foto: Divulgação)

O MEC identificou que os problemas encontrados desde o primeiro ano de alfabetização, até o término dos estudos no ensino médio, vão virando uma “bola de neve”, e se acumulam ao longo dos anos. Por esse motivo, um extenso conteúdo ministrado nos últimos três anos de escola regular, acaba de certa forma, assustando os estudantes, que desistem de estudar. Outra problemática da educação nesse nível é o excesso de alunos acima da idade adequada na série e baixos índices de proficiência em matérias básicas como português e matemática,

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O Programa Ensino Médio Inovador é mais flexível, sendo que privilegia e incentiva a educação multidisciplinar, saindo do modelo tradicional de ensino, onde o foco sempre é a matéria de formação do professor, e investindo na amplitude do tema, associando ele cada vez mais ao cotidiano do estudante, o que deixa a escola menos chata, na visão do aluno.

 

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Sobre a desistência dos estudantes do ensino médio, acredita-se que essa fase do estudo perdeu a força e o foco. Não fica claro para o estudante se ele vai prepará-lo para um vestibular, ou para o mercado de trabalho. Por isso, as pessoas que não tem perspectivas de cursar uma universidade em um futuro próximo às vezes optam por parar de estudar e focam no mercado de trabalho. Porém, o que muitos não levam em consideração, é a complicação de se conseguir boas oportunidades de emprego quando não se conclui o ensino médio.

 

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