Mal epiléptico: o que é

Editorial MDT 17/09/2013 Bem Estar

O mal epilético é uma condição grave e assusta muitas pessoas, principalmente os pais de crianças portadoras de epilepsia. Fique por dentro do assunto, esclareça as principais dúvidas e saiba o que é o mal epiléptico.

O Estado do Mal Epiléptico é uma emergência neurológica. (Foto: divulgação)

O que é o mal epiléptico

O Estado do Mal Epilético (EME) é uma condição bastante delicada, definida como a persistência de crises convulsivas por mais de 30 minutos, sem que ocorra uma total recuperação do estado de consciência do indivíduo entre os episódios convulsivos.

Como o diagnóstico desse problema sempre é feito retrospectivamente, ou seja, depois que a condição já se instalou, não se deve esperar pelo diagnostico para iniciar as medidas terapêuticas necessários para tratar a condição e diminuir as chances de complicações. Pesquisas indicam que a taxa de mortalidade e a chance de sequelas estão intimamente ligados não só com a causa do mal epiléptico, como também com a rapidez e eficiências das medidas terapêuticas adotadas.

Principais causas

As causas mais comuns de Estado do Mal Epiléptico são:

  • Infecções do sistema nervoso central, como meningite e encefalite;
  • Lesões agudas do sistema nervoso central, como as causadas por acidentes vasculares encefálicos ou hipóxia cerebral;
  • Suspensão do uso de drogas antiepilépticas;
  • Desordens metabólicas, como insuficiência renal, coma hiperosmolar e distúrbios hidroeletrolíticos;
  • Processos expansivos, capazes de aumentar a pressão intracraniana, como abcessos, hematomas ou tumores cerebrais;
  • Abstinência do álcool;
  • Intoxicação medicamentosa.

Um atendimento rápido é fundamental para prevenir sequelas. (Foto: divulgação)

Tratamento

A intervenção rápida em indivíduos com Estado do Mal Epiléptico é importantíssima, pois quanto maior a duração deste estado, maior será a probabilidade de ocorrerem sequelas neurológicas graves e irreversíveis. A abordagem inicial consiste em:

  • Fornecer uma oxigenação adequada e suporte respiratório;
  • Estabilizar e manter as funções cardíaca e pulmonar sob controle;
  • Interromper a atividade convulsiva o mais rápido possível;
  • Prevenir crises recorrentes;
  • Corrigir os fatores que precipitaram o Estado do Mal Epiléptico;
  • Checar e estabilizar o equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-básico;
  • Corrigir e prevenir qualquer tipo de complicação sistêmica;
  • Investigar e tratar as prováveis causas do Estado do Mal Epiléptico.

Intoxicação medicamentosa pode ser uma das causas do Mal Epiléptico. (Foto: divulgação)

O Estado do Mal Epilético é uma emergência neurológica caracterizada por crises convulsivas que duram mais de 30 minutos, sem que ocorra uma total recuperação da consciência entre as crises. Essa condição é grave e precisa ser tratada o mais rápido possível.

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