Jogadores sul-americanos são a aposta dos clubes brasileiros

Falta de craques produzidos em casa e pouco dinheiro fazem clubes recorrerem ao mercado internacional na hora de reforçarem suas equipes Uma legião de…

Por Redacao em 12/09/2011

Com bom futebol e títulos, o argentino Andrés D'Alessandro conquistou os colorados

Falta de craques produzidos em casa e pouco dinheiro fazem clubes recorrerem ao mercado internacional na hora de reforçarem suas equipes

Uma legião de jogadores estrangeiros tem invadido os clubes brasileiros nos últimos anos. Atualmente, nada menos do que 26 atletas de países sul-americanos disputam a primeira divisão do futebol brasileiro: dez da Argentina, quatro da Colômbia, quatro do Paraguai, três do Chile, dois do Uruguai, um do Equador, um da Bolívia e um do Peru.
Com a escassez de “pratas da casa”, os clubes enxergaram no mercado sul-americano a oportunidade de reforçar seus times.

Talvez, o que mais contribuiu para essa aposta é o fato de que, ao longo da história, muitos jogadores sul-americanos viraram ídolos das torcidas, casos do uruguaio Diego Lugano, no São Paulo, e do argentino Carlos Tévez, no Corinthians.
Mais recentemente, é possível citar ainda os argentinos Dário Conca, que brilhou no Fluminense, e Andrés D’Alessandro, idolatrado pelos torcedores do Internacional. Tévez e Conca chegaram a ser, inclusive, eleitos os melhores jogadores do Campeonato Brasileiro, nos anos de 2005 e 2010, respectivamente.

Para a direção dos clubes, há uma vantagem adicional: o custo. O investimento em revelações sul-americanas é considerado baixo em comparação a outras opções e o retorno financeiro, em caso de negociação com o mercado europeu, costuma ser interessante. Nem sempre, é claro, essas contratações têm saldo positivo. O Corinthians que o diga. Apostou suas fichas (e seu dinheiro) no argentino De Federico e colheu decepção e prejuízo.

Pelo lado do jogador, a justificativa para aceitar o convite de atuar no Brasil está na chance de ganhar salários mais altos do que os pagos em seus países de origem, muito por conta da sobrevalorização do real em relação a outras moedas, e também na maior exposição no cenário futebolístico mundial.

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