Instigar uma determinada região do cérebro pode aperfeiçoar memória

Imagem: (Foto Divulgação) Especialistas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, comprovaram que é plausível aumentar a memória por meio da excitação de uma…

Por Editorial MDT em 13/02/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Especialistas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, comprovaram que é plausível aumentar a memória por meio da excitação de uma determinada região do cérebro. A análise foi divulgada na última quinta-feira (10) na revista científica New England Journal of Medicine (NEJM).

Os neurologistas se dirigiram ao córtex entorrinal, uma parte do cérebro específica da memória e passagem central para chegar ao hipocampo, região responsável pela operação dos sinais e a criação da memória.

“O córtex entorrinal é a porta de acesso à unidade central da memória”, disse Itzhak Fried, professor de neurocirurgia da Escola de Medicina David Geffen da Universidade da Califórnia, principal autor do estudo.

“Toda a experiência visual ou sensorial que guardamos na memória passa por esta porta para chegar ao hipocampo”, disse o pesquisador. “Nossos neurônios devem enviar mensagens através desta passagem para que a memória se forme e a lembrança possa ser recuperada conscientemente”.

Os especialistas acompanharam sete indivíduos com epilepsia que tinha elétrodos disseminados em seu cérebro para compreender a origem de suas convulsões. Os mesmos eletrodos foram utilizados para gravar as atividades dos neurônios quando as lembranças se desenvolviam.

Utilizando um videogame que bancava um táxi em uma cidade virtual, os pesquisadores examinaram se a excitação do interior do cérebro do córtex entorrinal ou do hipocampo induziam a disposição de armazenamento. Os pacientes se passavam por taxistas que recebiam passageiros e percorriam por toda a cidade.

“Quando estimulávamos as fibras nervosas no córtex entorrinal dos pacientes durante a aprendizagem, eles reconheciam mais tarde lugares e circulavam pelas ruas com maior rapidez”, disse Fried.”Inclusive aprendiam a pegar atalhos, o que reflete uma melhor memória espacial”.

O especialista reconheceu que “a perda de nossa capacidade de lembrar fatos recentes e formar novas lembranças é uma das doenças mais temidas da condição humana”, mas avisou que as conclusões da análise, ainda que encorajadoras, devem ser observadas com cuidado.

“Nossos resultados preliminares fornecem evidências de um possível mecanismo para aumentar a memória, sobretudo nas pessoas idosas ou que sofrem de demência precoce”, disse.”Ao mesmo tempo, estudamos uma amostra pequena de pacientes, razão pela qual nossos resultados devem ser interpretados com cuidado”, concluiu.

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