Instagram volta atrás sobre os termos de uso

Comercializar as fotos de seus usuários não foi uma ideia nada boa. Na noite do dia 17 de dezembro, segunda-feira, a rede social que…

Por Élida Santos em 19/12/2012

Comercializar as fotos de seus usuários não foi uma ideia nada boa. Na noite do dia 17 de dezembro, segunda-feira, a rede social que permite a postagem fotografias anunciou um sistema que permitiria a venda dessas imagens. Um dia depois, o assunto tomou conta em toda internet, gerando cancelamentos de contas do Instagram e vários protestos, com montagens de imagens expressando a insatisfação com a nova política da empresa.

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A rede social voltou atrás após protestos de usuários sobre novas políticas (Foto: Divulgação)

Sem muita alternativa, a empresa mudou de ideia sobre a nova política. O co-fundador da companhia, Kevin Systrom confirmou a desistência em seu blog oficial. Em um trecho da mensagens ele declara que a intenção da empresa nunca foi tomar para si os direitos autorais de usuários sobre suas imagens. Agora, eles falam em ‘licença de uso’ das mesmas fotografias.

Como funcionaram os protestos contra o Instagram

Anônimos e famosos compraram essa ideia de protestar contra o Instagram e sua nova política. Fotos mal feitas, com frases de protestos e imagens ofensivas com a hastag #SellThisZuckerberg (#VendaIstoZuckerberg) foram incluídas em perfis da rede social. Fazendo uma alusão a Mark Zuckerberg, dono do Facebook que comprou o Instagram no começo do ano, as frases surtiram efeito rapidamente e ganharam novos adeptos aos protestos.

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Os verdadeiros interesses do Instagram

O Instagram é uma empresa como outra qualquer, atrás de aumentar o seu faturamento. “A finalidade dos donos de redes sociais é sempre permitir que seus usuários compartilhem informações que levem a observar nichos e tendências para fins comerciais”, diz a mestre em Ciência da Comunicação Judy Tavares. “Este movimento de resistência que presenciamos é importante. Lembra aos donos das companhias que não se pode mexer com algo tão delicado como termos de privacidade”, finaliza Judy Tavares.

Os usuários chegaram a cancelar contas depois do anúncio das vendas de imagens pelo Instagram (Foto: Divulgação)

Exemplo às demais redes sociais

Essa situação pode ser utilizada de exemplo para futuras medidas em outras redes sociais, que estão tentando encontrar meios de faturamento. Os usuários querem se ver e mostrar um pouco da sua vida para as pessoas por meio desses canais de comunicação. No entanto, o controle das informações postadas deve ser exclusivamente dessas pessoas. A perca do controle sobre os posts gera uma sensação de invasão de privacidade, mesmo que as informações possam ser acessadas por qualquer um na internet.

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